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Serena, os smurfs e a mãe
às 11h01 por Sheila Vieira

Disse aqui há duas semanas que Maria Sharapova e Victoria Azarenka formavam a maior rivalidade do tênis atual e que o único teste que faltava às duas ainda neste ano era Serena Williams.

O saibro mais 'troll' do circuito, o azul, colocou a norte-americana no caminho das duas líderes do ranking e ambas tomaram uma bela surra. Isso significa que Serena é ampla favorita para Roland Garros e logo será número 1 outra vez?

Não exatamente.

Madri colocou oficialmente Serena ao lado de Sharapova e Azarenka como principais candidatas ao título em Paris, mas não vejo a norte-americana muito na frente pela questão do piso. A superfície da capital espanhola deixou o saque de Serena indefensável e expôs os serviços sem força (da bielorrussa) e bipolares (da russa).

Condições mais lentas e menos escorregadias igualam um pouco mais as chances entre as três, mas é impossível negar que, enquanto Serena ganha confiança a cada dia e Sharapova parece estável, Azarenka está em seu momento mais vulnerável em 2012. Foram duas derrotas seguidas em finais, sem ter nenhuma chance de vitória.

No ranking, Serena já deixou Marion Bartoli e Caroline Wozniacki para trás, avançando à sexta posição. Mas a campeã de 13 Grand Slam não pode entrar no top 4 antes de Roland Garros e isso significa que ela pode enfrentar Azarenka ou Sharapova nas quartas de final. Espero que isso não aconteça, pois seria bem mais interessante ver esses duelos numa semifinal ou decisão em Paris.

Mais algumas pequenas considerações (as últimas) sobre o saibro smurf:

- Quando a mudança de um piso de um torneio tão importante é feita sem a aprovação dos jogadores, ela já está errada.
- Djokovic e Nadal não foram chorões. Eles são jogadores de ponta e têm direito de elogiar ou reclamar do que quiserem. Além disso, não detonaram o torneio por causa das derrotas: eles mantiveram a opinião que tinham desde o primeiro treino.
- Isso também não quer dizer que eles perderam por causa do piso. Talvez, os dois deixaram com que a irritação e a 'briga' afetassem sua estabilidade mental, deixando-os vulneráveis quando os jogos entraram num momento crítico (terceiro set do duelo espanhol e tiebreak do primeiro set na disputa sérvia).
- Parabéns a todos que conseguiram evitar a patinação no gelo e conseguiram jogar bem no saibro azul. Mas se uma quadra faz com que 99% dos tenistas escorreguem, alguém tem que ter colocar a boca no trombone para que ela seja, no mínimo, arrumada para o ano seguinte.

Por último, Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que colocaram no mundo nossos jogadores favoritos. Particularmente, quero desejar um ótimo dia para Judy Murray, que além de ensinar seu filho a ser um ótimo atleta e uma boa pessoa, tem muito a ensinar sobre a apresentação do esporte a crianças. Quem não a conhece muito bem pode ler esta matéria.


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¡Viva la homogeneidad!
às 20h56 por Sheila Vieira

O torneio vendeu a ideia de uma “revolução”, hilariamente interpretada por Jelena Jankovic nos segundos finais do vídeo abaixo.

Porém, pelo que li e vi nos últimos dias, o saibro azul de Madri me parece mais uma marca de um processo que vem ocorrendo há anos: a transformação de todas as quadras para que fiquem iguais e se jogue sempre da mesma forma.

O jornalista norte-americano Steve Tignor tirou as palavras da minha boca nesta tarde: ao ver os jogos em Madri, parecia que eu estava assistindo a Indian Wells, Miami, Cincinnati, Australian Open ou US Open. A maioria das quadras hoje em dia é azul.

Como alguém que começou a acompanhar tênis por Roland Garros, é difícil aceitar outra cor para essa superfície. O torneio de Charleston, por exemplo, no “saibro verde”, me dá a sensação de acompanhar um evento avulso na temporada. Nós, que seguimos religiosamente esse esporte, dividimos o ano em partes, cada uma com uma cor, um clima, um ambiente.

Quando Miami termina, é como se um ciclo acabasse e um novo mundo estivesse nos esperando. Um lugar que é um pouco vermelho, laranja e marrom, com a paisagem das cidades latinas da Europa ao fundo. São os jogos que nos deixam empolgados para aquilo que realmente importa: Paris.

O saibro azul me passa a sensação de ver um capítulo de seriado que não conversa com o anterior ou o posterior. Sem falar no fato da quadra estar ainda mais rápida do que já era antes. Ou seja, as quadras “rápidas” estão ficando lentas e o saibro, rápido. Os especialistas em pisos estão acabando.


Sim, nós conseguimos ver a bola sem problemas. Provavelmente, o saibro azul será um sucesso, repetido nos próximos anos e imitado por torneios que possam pagar uma ação do tipo. Mas é como uma pequena mancha de tinta numa parede. Você pode aceitar que ela está lá, mas sempre parecerá estranha.


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O eterno vice e a nova rivalidade
às 19h47 por Sheila Vieira

Duas imagens marcaram a semana: a primeira não pode ser reproduzida aqui, mas quem viu a cerimônia de premiação de Barcelona percebeu: David Ferrer sentado, com os olhos cheios de lágrimas que não caíram, numa mistura de tristeza e conformação. A outra é o momento em que Maria Sharapova e Victoria Azarenka se cruzam no final do primeiro set da final de Stuttgart.


É... não há muito amor aqui.

Vamos de Ferrer primeiro. O resultado pode ser o mesmo de sempre, mas o número 6 do mundo teve certamente sua maior chance de ser campeão. Foram cinco set-points no primeiro set (Rafa contou bastante com o saque aberto de canhoto) e  saque para fechar o segundo set. Nadal estava vulnerável e Ferrer sabia disso.

Durante a partida, algumas pessoas comentavam comigo no Twitter que o Ferrer sempre 'pipocava' contra o Nadal, que ele não devia aguentar mais ficar como coadjuvante, o cara que está sempre perto, mas nunca chega lá. O mesmo papo que se usa para julgar Andy Murray.

Mas Ferrer sabe que não é Murray. Ele não é colocado como candidato a ganhar Grand Slam ou para liderar o ranking daqui a alguns anos e não é só por causa de sua idade. Ferrer tem um jogo que lhe permite ganhar de tenistas que oscilam (que são muitos) e um espírito de luta que reverte partidas.

Essas características podem levá-lo a muitos títulos no ano, à liderança de vitórias na temporada e até a finais de torneios importantes, mas dificilmente a oito títulos de Masters 1000, como Murray tem. As pessoas exigem mais do britânico porque sabem que ele pode ser maior.

Mesmo assim, Ferrer está num momento que chama novos desafios. Nas primeiras vezes que ele perdeu uma final para Nadal, certamente ficou satisfeito com a campanha. Neste ano, por mais que ele diga estar contente, por respeito ao amigo, seu olhar dizia o contrário. Será que Ferrer está disposto a dar um passo a mais na carreira aos 30 anos? Vamos acompanhar.


Voltando a Azarenka e Sharapova: para todos que reclamavam (eu inclusa) de um certo padrão na WTA, a bielorrussa e a russa estão se firmando cada vez mais como principais candidatas aos títulos importantes do ano. Enquanto Petra Kvitova erra demais e Caroline Wozniacki não faz winners, Sharapova e Azarenka vão encontrando aos poucos um equilíbrio.

Foi esse o segredo de Sharapova para vencer Vika neste domingo: preparar pontos, escolher a hora certa para o ataque e, principalmente, sacar bem. Ou seja, ela está disposta a fazer ajustes. Azarenka também, já que contratou Amélie Mauresmo para ser sua consultora. Falta apenas um teste para as loiras:


Ela está esperando ansiosamente.


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Vai sobrar alguém?
às 17h26 por Sheila Vieira

Se a temporada de 2012 já é problemática por ter seu calendário espremido por conta das Olimpíadas, o período do ano que estamos vivendo é certamente o mais crítico. Os tenistas passaram um mês nos EUA jogando em quadra rápida, tiveram pouco tempo de descanso e já estão disputando pontos importantíssimos no saibro. No caso das mulheres, a Fed Cup piorou ainda mais a situação.

Juan Mónaco fez semifinal no Masters 1000 de Miami, veio direto para a Argentina e jogou a última partida das quartas da Copa Davis, logo voou para Houston e ganhou o título, jogou sua primeira partida em Monte Carlo um dia depois de pousar na cidade e torceu o tornozelo. A recuperação do argentino está sendo boa, mas certamente freou uma ascensão num dos melhores momentos de sua carreira.

Outro que escorregou em Mônaco foi Julien Benneteau, o francês veterano que ressurgiu nos últimos 12 meses. O seu caso é ainda mais grave, já que fraturou o cotovelo ao cair no chão, além de ter lesionado o punho.

Entre as mulheres, o caso mais recente é o de Andrea Petkovic, que virou o pé quando ensaiava uma reação diante de Victoria Azarenka em Stuttgart. A alemã fazia apenas o seu terceiro jogo após ficar três meses afastada por conta de uma fratura por estresse nas costas. Petkovic nem conseguiu levantar e precisou ser retirada de quadra se apoiando em Azarenka.

Jelena Jankovic deu tudo de si na Fed Cup e acabou não aguentando ao enfrentar Caroline Wozniacki na Alemanha pouco tempo depois. A francesa Alizé Cornet passou pelo quali e pela primeira rodada, antes do seu ombro não suportar mais e forçar sua desistência contra Maria Sharapova. Já Daniela Hantuchova sequer jogou o torneio, pelo esforço que fez na Fed.

Gael Monfils, Richard Gasquet, Tommy Haas, Nikolay Davydenko, Juan Ignacio Chela, Juan Carlos Ferrero, Philipp Petzschner e Thomaz Bellucci são alguns nomes da enorme lista dos que estão fora de ação nesta semana. E nem estou citando casos de jogadores sem a mínima previsão de volta.

Por mais que cada lesão tenha a sua história e seu motivo, é difícil ver apenas coincidências em todos esses abandonos. Um jogador como Roger Federer pode deixar de disputar alguns torneios sem se prejudicar no ranking, mas esse não é o caso dos tenistas que citei nos parágrafos anteriores. Cada semana fora é uma montanha para escalar depois.

Todos dizem que o saibro é um piso amigável para o corpo e evita mais as lesões, mas não adianta se há pouco tempo para a adaptação. Roland Garros provavelmente estará sem boa parte de seu ‘elenco coadjuvante’ e isso é péssimo para o esporte. A questão continua sendo ‘empurrada’... até o dia em que alguma grande estrela tenha sérios problemas.


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Zona de (des)conforto
às 13h53 por Sheila Vieira

Os últimos 12 meses não foram os mais brilhantes de Rafael Nadal. Além das sete derrotas para Novak Djokovic em finais, o espanhol teve alguns resultados decepcionantes (Ivan Dodig em Montreal, Florian Mayer em Xangai, ‘pneu’ de Andy Murray em Tóquio, parou na primeira fase do ATP Finals).

Nadal venceu em três lugares no ano passado: em Monte Carlo, quando Djokovic não jogou o torneio, na chave também média de Barcelona e em Roland Garros, quando enfrentou um ‘freguês’ (desculpem, Federetes, é a realidade) na decisão. Por isso, o troféu que ele ganhou neste domingo em Mônaco é, na minha visão, o mais importante desde o US Open de 2010.

Desde que o espanhol deitou na quadra do Arthur Ashe com aquele uniforme preto com detalhes verde marca-texto (eu achei bonito, só para constar), ele passou abertamente por uma transformação pessoal. Apesar de mostrar muita vibração quando vence algo, Nadal sempre tinha uma postura um pouco robótica fora das quadras.

Porém, assim que começou a trabalhar com John Carlin em sua autobiografia, Nadal foi se sentindo cada vez mais confortável para compartilhar com o mundo o que ele pensa e sente. Basicamente, que ele é sim uma pessoa bastante insegura.

Ao invés de chorar por muito tempo no vestiário, como fez após perder para Federer em Wimbledon-2007, Nadal agora fala abertamente à imprensa sobre suas frustrações quando perdeu repetidamente para Djokovic, como ele não teria talento suficiente para jogar de uma maneira diferente, que nunca se sentiu invencível e seu corpo provavelmente não aguentará tanto tempo como ele gostaria. Sem falar nas discussões no Conselho dos Jogadores.

Talvez, todas essas ‘feridas abertas’ fossem exatamente do que Nadal precisava para se motivar e continuar lutando por títulos. Em 2010, o espanhol não tinha mais objetivos a não ser se manter na liderança e tentar possivelmente chegar no recorde de Slams de Federer. Agora não: há coisas para provar. Ele precisa voltar a ser campeão fora do saibro, de preferência contra Djokovic. E o primeiro passo para isso é impor respeito no momento atual do calendário, a sua zona de conforto. 

Na Fed Cup, as tchecas confirmaram o enorme favoritismo e as sérvias se aproveitaram da péssima escalação da Rússia. Por mais que Sveta e Pavlyuchenkova sejam jogadoras fortes nesse torneio, não havia motivo para deixar Maria Kirilenko no banco. Jogando novamente em casa, o time de Petra Kvitova tem tudo para ganhar outra vez o torneio. Mas nunca se sabe o que Jelena Jankovic e Ana Ivanovic podem aprontar.

 


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25 fatos da Sharapova
às 16h24 por Sheila Vieira

O tênis feminino vive uma fase de transição entre a geração das irmãs Williams e Kim Clijsters e a de Caroline Wozniacki, Victoria Azarenka e Petra Kvitova. No meio disso tudo, temos Maria Sharapova, número 2 do mundo com 25 anos de idade. Parece pouco, já que conhecemos a russa de 1,88m desde 2004, quando chocou o mundo ao vencer Serena Williams na final de Wimbledon.

Muita coisa aconteceu desde então, porém, não importa qual seja sua opinião sobre seu jogo, rosto ou grito, Sharapova é uma das atletas mais amadas do esporte atualmente. Portanto, dedico os 25 fatos da Maria aos seus fiéis fãs:

 

1. Ela não é só bonita. Ela tem classe.

2. É uma das melhores em entrevistas coletivas. Por exemplo, quando perguntaram o que ela achava do fim do mundo, ela respondeu: “Por que vocês fazem essas perguntas ridículas?”. Muito justo.

3. Maria não leva desaforo para casa. Não é, Radwanska?

4. Ganhou três títulos de Grand Slam. Apenas as irmãs Williams e Kim Clijsters têm marcas maiores entre as jogadoras em atividade.

5. Vai se casar em novembro com o jogador de basquete Sasha Vujacic.

6. Ela é ridiculamente fotogênica.

7. Ao invés de fazer algo relacionado com sua beleza, ela escolheu uma das profissões mais exigentes do mundo. E é ótima nela.

8. A cirurgia no ombro e os resultados ruins que vieram na sequência não impediram que ela voltasse a ser uma força do tênis feminino.

9. Dizem que ela “ficou” com o Djokovic há algum tempo atrás. Se for verdade, parabéns, Maria.

10. É uma das poucas a admitir que não quer ter amigas no circuito.

11. Não deixou que a fama tirasse seus pés do chão e a sua mente do tênis.

12. Não importa contra quem seja ou em qual torneio: ela vai atacar.

13. Ela pode virar uma partida a qualquer momento. E quando ela começa uma reação, você sabe que ela ganhará.

14. Maria não está nem aí para os que os outros pensam sobre ela.

15. Quando ela dança, sempre é adoravelmente desengonçada.

16. Ela ainda representa a Rússia, apesar de morar nos EUA desde pequena.

17. Faz muitas duplas-faltas, sim. Mas cada um tem o seu problema, não é?

18. Seus vestidos estilizados para os torneios são geralmente os mais bonitos.

19. Sharapova não se importa em ser imitada por Djokovic e até participa das brincadeiras.

20. Tem a maior força mental do tênis feminino.

21. Faz os discursos de vice mais respeitosos e graciosos.

22. Vai continuar gritando e sem se importar com quem não gosta disso.

23. Cortou o cabelo curtinho e chocou todo mundo.

24. Espera! Não cortou! Era mentira!

25. Sim, ela enganou a todos. Fez de uma brincadeira o assunto mais comentado do dia. Só ela pode.

Parabéns, Maria!


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Mais Ljubicics no futuro
às 11h26 por Sheila Vieira

Fernando González, agora Ivan Ljubicic. O tênis ficou sem o seu melhor forehand e agora, provavelmente, estará sem a sua melhor mente. O croata ficará marcado para mim, mais do que por seu potente saque, pela capacidade de entender o jogo além da quadra e ajudar os tenistas a terem uma voz forte nos problemas do circuito.

Além do jogo em si, uma coisa que eu admiro muito no tênis é como ele é administrado. Pense no futebol, por exemplo, em que cartolas despreparados ficam nas mãos de empresários sem conexão nenhuma com o esporte e os jogadores simplesmente abaixam a cabeça para tudo, porque não querem incomodar os patrões.

O tênis não é assim. Os circuitos são uma parceria entre jogadores e administradores dos torneios, mediada pela ATP. Claro que, no final das contas, tudo fica nas mãos dos patrocinadores, mas os problemas que surgem por conta disso são discutidos abertamente e, agora, pelos maiores nomes do circuito.

Se Roger Federer e Rafael Nadal falam pela imprensa e talvez privadamente sobre o inchaço do calendário, é porque Ljubicic os convenceu a participar do Conselho dos Jogadores. O croata o presidiu por muito tempo e, quando viu que precisava passar o bastão, escolheu atletas que dariam repercussão para os assuntos tratados.

Aqueles que falam em "esporte de burguês" podem desdenhar, dizendo que os tenistas são assim porque tiveram uma educação inalcançável para atletas de outras modalidades. Eles devem pensam que todos os tenistas tiveram uma vida fácil. Mas Ljubicic teve que fugir do seu país quando criança para não ser vítima de um genocídio na Bósnia. Olhe o ranking e veja quantos jogadores vieram de países com diversas turbulências políticas e sociais. Nenhum deles nasceu num palácio.

Espero que o esporte (todos eles) tenham mais Ljubicics no futuro. Pessoas com a noção de que o atleta é mais do que um corpo com talento: tem uma mente e uma voz.

O New York Times fez uma ótima entrevista com ele nesta semana.


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Wake Me Up When September Ends
às 19h28 por Sheila Vieira

*não captou a sacada do título? Nunca escutou Green Day...

Setembro: o mês da semana final do US Open e de, mais uma vez, o Brasil x Rússia na repescagem da Copa Davis. Podia ser melhor ou pior, mas é certamente um confronto que a equipe de João Zwetsch pode ganhar. Enquanto o Brasil se fortalece cada vez mais como time, com uma dupla fixa e um número 1 bom, a Rússia é uma incógnita. Nem eles mesmos sabem quem vem, em quais condições e os nomes que entrarão em quadra. Até lá, muitas águas vão rolar.

De qualquer forma, será mais um grande evento realizado aqui no Brasil e uma oportunidade para treinarmos - público, segurança, organização, etc. - para os três novos torneios que teremos (?) em 2013. Será contra uma equipe de tradição, mas não totalmente favorita (olhando para você, Suíça), que não tem seus melhores resultados no saibro (oi, Itália) e, principalmente, sem o Dudi Sela.

Falando no cidadão, Sela provavelmente viajará para o Japão de Kei Nishikori, Tatsuma Ito e Go Soeda e terá que ganhar seus dois jogos de simples, além de torcer para Jonathan Elrich e Andy Ram nas duplas. Já o Cazaquistão receberá o Uzbequistão no duelo “importamos russos”.

A série “tiro no escuro” também tem Bélgica x Suécia, nas mãos de apenas um homem, vocês sabem quem. No entanto, Robin Soderling parece preocupado com outras coisas no momento, como colocar essa foto no Instagram:


A Itália deve passear contra o Chile, que logo mais perde a condição de cabeça de chave no Zonal Americano. Depois da aposentadoria de Fernando González, a Colômbia se tornou o terceiro melhor time da América do Sul. Mesmo fora de casa, o Canadá deve dar conta da África do Sul. Caso o moço de porcelana (Milos Raonic) estiver lesionado, aposto no Vasek Pospisil (do qual sou fã apenas pelo nome).

Se eu fosse Roger Federer e fosse bem longe no US Open (provável), não iria para a Holanda. Por mais bipolar que Stanislas Wawrinka seja, ele não deve ter problemas com Robin Haase e Thiemo de Bakker. O grande equilíbrio está em Alemanha x Austrália, já que a presença de Lleyton Hewitt é incerta e os alemães devem escolher o saibro.

E as mulheres?

Muito mais cedo, precisamente daqui a duas semanas, teremos rodada da Fed Cup. Veja os confrontos:

Grupo Mundial 1 – semifinal
República Tcheca x Itália: a superfície faz grande diferença aqui. No sintético coberto, Petra Kvitova não perde desde 2010 e venceu as últimas oito partidas que fez pela Fed Cup. Juntando isso à péssima fase de Francesca Schiavone e o monte de torneios no saibro que as italianas estão jogando agora, acredito bastante no time da casa.

Rússia x Sérvia: espero apenas uma coisa – muito drama! Maria Sharapova já havia avisado que não jogaria e Vera Zvonareva alegou uma lesão no ombro. Portanto, o time da casa terá Anastasia Pavlyuchenkova (que não jogou absolutamente nada até agora no ano), Maria Kirilenko, Elena Vesnina e a valente Svetlana Kuznetsova. Como Jelena Jankovic também não vem bem, Ana Ivanovic é a maior esperança das visitantes e não se surpreendam se Bojana Jovanovski for escalada em algum momento.

Playoffs para o Grupo Mundial 1 ( a Fed Cup tem dois Grupos Mundiais, além dos zonais)
Ucrânia x EUA: sem as irmãs Bondarenko no time da casa, os EUA nem precisariam levar Serena Williams. Vamos ver se ela viaja mesmo.
Japão x Bélgica: seria uma lavada para as belgas se Kim Clijsters e Yanina Wickmayer jogassem. Não é o caso.
Espanha x Eslováquia: Arantxa Sánchez não chamou Anabel Medina Garrigues e Carla Suarez Navarro. Boa notícia para Dominika Cibulkova e Daniela Hantuchova.
Alemanha x Austrália: confronto mais interessante. Samantha Stosur poderá dar conta de uma Alemanha com Julia Goerges, Angelique Kerber e Andrea Petkovic?


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Davis: heróis, vilões e o drama
às 13h33 por Sheila Vieira

Não acordou absurdamente cedo para ver as quartas de final da Copa Davis? Recusou-se a procurar transmissões na internet, já que a TV só passou o confronto do Brasil? Não viu nada porque é feriado e você tinha coisa mais legal para fazer? Fique tranquilo, eu conto para vocês quem foram os heróis, vilões e dramas do Grupo Mundial.

EUA v. França (Monte Carlo)
Herói: obviamente, John Isner. Mais uma vez, os norte-americanos jogaram fora de casa e no saibro, outra vez, o grandão derrubou um top 10. Sem Andy Roddick e Mardy Fish, o capitão Jim Courier apostou todas as suas fichas na boa fase de Isner e nos irmãos Bryan, infalíveis na Davis. Nas duas partidas, Isner conseguiu contar com um jogo cada vez menos dependente de seu saque e com a sua força mental nos momentos críticos da partida.
Vilão: a lesão do Monfils. É fácil agora falar que os franceses erraram escolhendo o saibro, mas fazia sentido se o acrobático tenista estivesse disponível. Sem ele, Gilles Simon foi chamado às pressas e, mais uma vez, não foi bem na Davis. O pepino ficou nas mãos de Tsonga, que foi defensivo demais e usou menos do que deveria o jogo de rede contra Isner.
Nível de drama: bem baixo, na verdade. Só gostaria de apontar que não pegou muito bem a presença de Novak Djokovic na partida em Monte Carlo, enquanto Janko Tipsarevic jogava a sobrevivência da Sérvia em Praga. Entendo a decisão do número 1 de não jogar, mas a aparição pode parecer descaso, principalmente na visão dos sérvios.

República Tcheca v. Sérvia (Praga)
Herói: Tomas Berdych, certamente. O tcheco está sempre presente nos confrontos de seu país e conquistou três vitórias. Primeiramente, impôs respeito ao atropelar Viktor Troicki em três sets. No sábado, formou dupla com Radek Stepanek e derrotou Nenad Zimonjic e Illja Bozoljac. Apesar de ter vencido em três sets, a partida contra Tipsarevic foi disputadíssima e Berdych precisou salvar três set-points no último tiebreak.
Vilão: irreverente, talentoso, maluco, estressado, explosivo, mala, feio, galã. Chame Stepanek do que quiser. Para Tipsarevic, o tcheco é "patético". Após a partida de cinco horas de jogo entre os dois, Stepanek mostrou o dedo médio para o sérvio, segundo o número 8. Infelizmente, a transmissão não pegou o momento.
Nível de drama: altíssimo, com todo o barraco entre Stepanek e Tipsarevic que acabei de explicar.

Espanha v. Áustria
Herói: David Ferrer, um dos grandes heróis da história da Copa Davis na Espanha. O time anfitrião talvez não precisasse dele, mas o número 5 fez sua parte e ganhou duas partidas para colocar a Espanha na semifinal. Ferrer também garantiu que jogará contra os EUA (em casa), se for chamado.
Vilão: a chuva. Interrompeu duas vezes o jogo no sábado e atrasou a vida de todo mundo.
Nível de drama: nenhum. Esse confronto deu sono.

Argentina v. Croácia
Herói: tem que ser Juan Martin Del Potro, por ser a única pessoa capaz de não passar um século em quadra. Todo o respeito por Marin Cilic e, principalmente, David Nalbandian, mas dois jogos em dias seguidos com duração de cinco horas? É drama demais, até para a Argentina.
Vilão: erros não-forçados. Foram 241 deles na partida entre Cilic e Nalbandian. Estatística oficial. Se você está pensando "ah, deve estar errado", não, estava certo. Quem teve a coragem de ver a maioria do jogo comprovou. 90% das bolas tinham duas direções: a linha de duplas ou o pé da rede. Nem todo jogo longo é bom.
Nível de drama: o que faltou em Espanha x Áustria sobrou aqui. Para um confronto que prometia lavada, até que a Argentina se esforçou para dar alguma emoção.


Momento mais tenso dos jogos do Delpo: a borboleta pousando na raquete dele

As semifinais terão a Espanha recebendo os EUA (que já estão virando especialistas em saibro) e a Argentina contra a República Tcheca, provavelmente recorrendo também à terra. Difícil apostar contra os anfitriões, mesmo que Tomas Berdych possa fazer a diferença.


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Vacas no gelo
às 18h32 por Sheila Vieira

Este é um post sobre o circuito feminino no saibro. Não, eu não sou uma bitch machista. O termo “cow on ice” (vacas no gelo) foi dito por Maria Sharapova, definindo sua (falta de) afinidade com a querida terra batida. Curiosamente, a russa fez uma boa temporada de saibro em 2011, com o título em Roma e a semifinal em Roland Garros.

Mas a realidade é que a maioria das meninas do topo não curte muito deslizar no pó. Tirando Francesca Schiavone (que está em péssima fase) e italianas, espanholas como Anabel Medina Garrigues e algumas jogadoras como Julia Goerges e Polona Hercog, a WTA não tem o mesmo número de especialistas do masculino. Por isso mesmo, os resultados nessa superfície podem ser imprevisíveis.

Okay, todo torneio na WTA é imprevisível.

Vamos então olhar com calma o que o calendário oferece e depois onde cada tenista de destaque estará:

Charleston (nesta semana): o Premier no chamado “saibro verde” norte-americano já está acontecendo e conta com Samantha Stosur, Marion Bartoli, Vera Zvonareva, Anastasia Pavlyuchenkova e as irmãs Williams. Caroline Wozniacki não se inscreveu, nem conseguiu entrar depois para tentar defender o título devido a burocracias da WTA que eu não vou gastar uma bíblia explicando aqui. Portanto, essa é uma grande chance para Serena ganhar o primeiro título desde Toronto.

Barcelona (9/4): o torneio International (mais ou menos o equivalente ao ATP 250) terá como maiores nomes Julia Goerges, Dominika Cibulkova e Roberta Vinci, bicampeã. A italiana Sara Errani também tem boas chances e Sorana Cirstea pode surpreender.

Copenhague (9/4): OH WAIT! Esse torneio não é no saibro! Sim, o carinhosamente chamado “Wozniacki Open” é em quadra sintética coberta e foi tirado da temporada de grama (onde também não fazia muito sentido) para a turnê na terra. Além da tenista da casa, darão o ar da graça na Dinamarca a sérvia Jelena Jankovic e a alemã Angelique Kerber. Obviamente, Wozniacki é a atual campeã.

Stuttgart (23/4): o Premier alemão está fortíssimo, com todas as top, menos Serena Williams. A atual campeã é Goerges e, para defender o título, a bela terá que deixar para trás Victoria Azarenka, Maria Sharapova, Petra Kvitova, Wozniacki e outras top 20. O torneio também marca a volta de Andrea Petkovic ao circuito, após se recuperar de uma fratura nas costas.

Fès (23/4): as estrelas do torneio International serão Yanina Wickmayer, Svetlana Kuznetsova e Petra Cetkovska. Ou seja, vai saber quem ganhará.

Estoril (30/4): também um International, desta vez com Roberta Vinci e Maria Kirilenko. A campeã do ano passado foi Medina Garrigues.

Budapeste (30/4): outro torneio que era disputado em julho e foi colocado em maio por causa das Olimpíadas. Ele também ajuda a explicar por que Vinci é uma top 20: ela é atual campeã. Porém, a italiana não poderá defender o título, já que ele será disputado na mesma semana do Estoril. Dessa forma, os destaques serão a tcheca Lucie Safarova, Errani, Ksenia Pervak e Klara Zakopalova.

Madri (5/5): agora sim, as melhores estão de volta para o Premier Mandatory (mais importantes depois dos Slams). Kim Clijsters tem seu retorno marcado para o torneio espanhol, assim como as irmãs Williams, que ficarão um período fora após Charleston. A atual campeã é a tcheca Petra Kvitova, que na época era apenas a cabeça de chave 16.

Roma (14/5): Maria Sharapova chegou ao título no ano passado e terá a concorrência de todas as top para repetir o feito no Premier 5. Kim Clijsters está ausente da lista de inscrição, mas colocou o torneio no calendário do seu site. Será que a belga pedirá um convite?

Bruxelas (21/5): o Premier continua sendo disputado uma semana antes de Roland Garros, portanto, não atrai muitas top 10. No ano passado, Caroline Wozniacki se lesionou durante a final (que venceu) e acabou fracassando em Paris na sequência. A dinamarquesa não estará na Bélgica neste ano, mas o evento terá, a princípio, Agnieszka Radwanska, Marion Bartoli, Andrea Petkovic e Yanina Wickmayer.

Estrasburgo (21/5): torneio International ainda não tem tenistas confirmadas, mas deve ficar sem a atual campeã Petkovic, que jogará Bruxelas na mesma semana. Enquanto isso, a maioria das top já estará treinando na Philippe Chatrier, onde mora o verdadeiro coração do saibro (sim, isso foi uma referência Guga).

 


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Agora sim!
às 14h56 por Sheila Vieira

Problemas técnicos resolvidos, estou de volta!

Para quem não viu, meu post sobre Miami está aqui.

Volto a postar ainda nessa semana sobre a temporada de saibro e a Copa Davis.


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Aposentômetro: o retorno
às 17h20 por Sheila Vieira

No final do ano passado, listei 10 nomes que poderiam se aposentar durante ou no final de 2012. Até agora, apenas um confirmou a suspeita: Fernando González. Com o retorno de Kim Clijsters e Venus Williams em Miami, decidi resgatar o post e ver como anda o “aposentômetro” dos nove “sobreviventes”.

Kim Clijsters
Agora é praticamente certo. Clijsters disse em Melbourne que disputou neste ano seu último Australian Open, não fez questão de jogar nenhum torneio entre o Slam e Miami e afirmou que, depois das Olimpíadas, gostaria de jogar o US Open e o Masters, se estiver classificada. Sobre a Fed Cup, ela disse que não jogaria porque está “velha”. Querem mais algum sinal?

David Nalbandian
O “aposentômetro” do Nalba diminuiu. Apesar de ainda ter a obsessão pela Copa Davis, o argentino está conseguindo se motivar para o circuito regular, certamente para ter ranking olímpico. Com boas apresentações, principalmente em Indian Wells, Nalbandian deve parar nesse ano apenas se a Argentina conquistar a Davis.


Lleyton Hewitt
Seu "aposentômetro" continua muito grande. O australiano chegou a fazer um bom Australian Open, com vitórias sobre jovens e jogos duros contra experientes, mas está novamente fora por conta de lesão (agora no pé). Hewitt só continuará jogando torneios através de convites, mas deve deixar o ‘adeus’ de verdade para Melbourne no ano que vem.

Venus Williams
Venus tem lutado bastante, mas é complicado exigir uma boa sequência de jogos da norte-americana, ainda mais qualquer título. Seu talento pode levá-la a vitórias contra Petra Kvitova, mas uma longa campanha exige bem mais que um dia inspirado, por isso ela sofreu tanto contra Aleksandra Wozniak. Porém, se continuar jogando poucas partidas por ano e se contentando com isso, Venus pode continuar por mais algum tempo.

Andy Roddick
Permanece baixo o "aposentômetro". Roddick já não tem mais o mesmo ritmo de jogo de antes e nem é visto como uma grande ameaça na chave. Mas o ex-número 1 parece mais positivo do que no segundo semestre do ano passado, no qual passou por muitos problemas físicos e pela morte de seu empresário. O programa de rádio no qual ele está trabalhando parece também estar fazendo bem para o humor de A-Rod.

Roger Federer
Com o número 1 possível? Não é mais pouca: é nula.


Juan Carlos Ferrero
É notável que Ferrero ainda ocupe uma posição no top 50 do ranking, já que ele venceu apenas um jogo em 2012: contra Mikhail Kukushkin na Copa Davis. Sim, o Mosquito perdeu na estreia em Auckland, Australian Open, São Paulo, Buenos Aires e Acapulco, depois decidiu não viajar aos EUA para os Masters 1000 de março. A temporada de saibro será fundamental para o seu futuro.

Dinara Safina
Safina continua ‘enrolando’, ou seja, evitando a responsabilidade de convocar uma entrevista coletiva e dizer com todas as letras: “minha carreira acabou”. Ela continua sem falar sobre tênis, sem fazer tratamento intensivo para as costas ou esboçar qualquer vontade de treinar e voltar à vida de viagens e estresse. Portanto, tenha uma boa vida, Dinara!

Ernests Gulbis
Eu estava brincando quando postei isso ano passado, mas aparentemente, o letão já pensou na possibilidade. Em Delray Beach, Gulbis falou que, se não conseguir resultados expressivos nos próximos dois anos, largará a raquete e aproveitará a vida. Pelo que vimos neste ano, em breve teremos as fotos de Ernie na praia com modelos nas Bahamas durante um Grand Slam.

Estão acompanhando Miami? Deixem seus palpites para o torneio nos comentários. Só digo a vocês que coloquei Federer vence Murray na final no meu Draw Challenge.


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Olhares em Bellucci
às 15h47 por Sheila Vieira

Nós acompanhamos Thomaz Bellucci há pelo menos quatro anos. Sabemos como poucos a força de seu forehand e do seu saque, como o cansaço após uma vitória desgastante afeta sua próxima partida, a dificuldade que ele tem para jogar com a vantagem em mãos e que, independentemente de algumas derrotas decepcionantes, ele ocupará um lugar muito especial na história do tênis brasileiro.

Portanto, é muito interessante quando eu leio opiniões de pessoas de fora, que prestam atenção no Bellucci apenas nos Masters 1000 de Madri e Indian Wells da vida, quando o brasileiro enfrenta um tenista top e geralmente joga bem. Transcrevo aqui (tradução minha) um pedaço do texto do renomado jornalista Pete Bodo sobre o jogo de ontem contra Roger Federer:

"Está chegando ao ponto em que, se você é um dos quatro melhores do mundo e se encontra um set abaixo de Thomaz Bellucci, pode ser perdoado por pensar 'okay, eu o tenho exatamente onde quero'.

Ano passado, vocês devem lembrar, Bellucci teve uma grande chance de ser o homem que acabaria com a invencibilidade de Novak Djokovic, tendo um set e uma quebra de vantagem na semifinal do Masters de Madri. Hoje, ele tirou um set de Roger Federer, o homem que de fato terminou a série de vitórias de Djokovic na semi de Roland Garros, mas novamente, Bellucci demonstrou por que ele está se tornando rapidamente o principal candidato da ATP para O Cara Que Tem Menos Capacidade de Segurar uma Vantagem".

Bodo tirou essa conclusão vendo apenas dois jogos. Ele certamente não se lembra dos Paolos Lorenzi e Dudis Sela no meio desses dois capítulos. No dia seguinte, ele dedicou um texto inteiro ao paulista, no qual o penúltimo parágrafo foi esse:

"Bellucci parece não ter um certo brilho vital ou desejo e isso pode impedi-lo de se focar melhor e por mais tempo. Quando você perde foco e/ou desejo, começa a cometer erros. Quando começa a cometer erros, sua confiança diminui. Quando sua confiança diminui, a possibilidade de vacilar (o termo original é 'choking') se torna maior e maior. E quando você vê, desperdiçou outra oportunidade. Vacilar geralmente começa muito antes de você fazer aquele golpe horrível que faz com que os espectadores olhem para o lado e fiquem com pena".

Em outro lugar do texto, Bodo insinua que essa falta de foco de Bellucci talvez seja uma certa preguiça de treinar. O norte-americano já havia falado algo semelhante sobre Gustavo Kuerten quando tentou racionalizar o porquê de Guga nunca ter tido muito êxito nas quadras rápidas. Claramente, essa é uma visão preconceituosa (todos os brasileiros seriam preguiçosos), além de mentirosa. Guga estava evoluindo na quadra rápida, mas seus problemas no quadril ficaram mais graves exatamente nesse momento.

E sabemos muito bem que treinos nunca foram um problema para Bellucci. Todos que trabalharam com ele disseram que o canhoto sempre foi muito dedicado e disposto a melhorar algumas áreas do seu jogo. Acredite, se Larri Passos achasse que Bellucci fosse preguiçoso, não teria jamais aceitado trabalhar com ele.

A única resposta então para a tal falta de desejo a que Bodo se refere é relacionada à personalidade de Thomaz. E, a partir daí, nós não podemos analisar nada, somente ele mesmo e as pessoas mais próximas. No final do ano passado, Bellucci afirmou que contava com ajuda profissional para a "parte mental", mas não quis dar detalhes por se tratar de um assunto pessoal.

No fim das contas, não é justo criticar Bellucci pelo jogo de ontem, da mesma forma que seria injusto após Madri no ano passado diante de Novak Djokovic. Quantos alemães, italianos, argentinos, franceses, russos, norte-americanos e outros viram uma porta se abrir para uma vitória contra o suíço e o sérvio e simplesmente levaram uma virada? É isso que Federer e Djokovic fazem. Há anos. Eles são especiais.

Thomaz pode não ser "especial", mas tem um talento que não condiz com a 50ª posição do ranking. Ele precisa jogar com a mesma força e determinação de ontem contra os Rochus, Volandris e Granollers do circuito. Só assim ele estará numa posição confortável para tentar ganhar os 360 pontos que serão descontados no próximo Masters de Madri.


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Fashion Police dos homens
às 21h16 por Sheila Vieira

Festa dos jogadores sempre são um prato cheio para desastres fashion. Poderia até opinar sobre os looks das garotas, mas não tenho moral. Meus critérios para escolha de roupa são:

1) estão limpas
2) usei pela última vez há mais de uma semana e meia
3) são confortáveis

E eu já tive coragem de usar ~isso~ numa festa:

(lembrete: só eu posso rir de mim mesma, vocês não, ok?)

Portanto, acho que estou no direito de apenas comentar as roupas dos garotos na festa dos jogadores de Indian Wells. Para ser sincera, preferia que todos fossem sem camisa, mas me conformei.

Todas as fotos são do blog On The Go Tennis, que está fazendo uma ótima cobertura lá em Indian Wells.

A camisa do Nicolas Almagro seria até bonita se não tivesse todas essas marcas e desenhos. Ficou meio tio do churrasco. E, por favor, dobre a manga direito e não como se fosse uma calça comprida. Mas no geral, achei satisfatório.

ALEXANDRE PIRES ALERT! Ross Hutchins (o moço bonito do meio) escolheu uma blusa preta coladinha com o Gugu e um pouquinho transparente. Para "melhorar", cinto aparecendo e uma corrente que combinou muito, só que não. Já o Jarkko Nieminen (à esquerda) precisa ser apresentado ao ferro de passar.

Vejo que Tomas Berdych pegou uma ponta de estoque boa na Galeria do Rock. Tenso.

Prefiro nem cogitar o motivo de Feliciano López e Marcel Granollers posarem desse jeito meio "casal". Provavelmente, deve ser consequência ainda deste dia. Deliciano é um homem bonito e até aceito o suéter azul. O problema é a camiseta branca por baixo, que entrega o "coloquei a primeira coisa que saiu da mala". Sobre o Granollers, amei a jaqueta (tenho uma coisa com jaquetas pretas).

Para quem já usou camisa de treino em cerimônia de premiação, Andy Murray até não pagou tanto mico.

John... se ele fosse fantasiado de Lord Voldemort, eu ainda acharia lindo. Claramente, o moço grande não havia se preparado para o evento e simplesmente pegou uma camisa de sua patrocinadora de uma cor que não usaria no calor californiano. O que chamou minha atenção foi o cabelo, sempre cortadinho do jeito certo.

Franceses. Faça sol, chuva ou neve, eles enrolam alguma coisa no pescoço. Gostei das roupas dos dois (arrumados, mas despojados), porém, acho que cachecóis sem listras deixariam os looks menos confusos.

Gael foi diretamente do parque aquático para a festa e esqueceu de tirar a touca. Não entendi isso. O cabelo dele é a parte mais marcante, estilosa e singular da sua aparência. Qual a razão de esconder? Ainda mais colocando a blusa da mesma cor da touca?

Virou uniforme esse look blazer + camisa azul + calça jeans. Fica bonito no corpo magérrimo do sérvio, mas já enjoou um pouquinho. Mesmo assim, ele parece bem mais à vontade do que o querido Rafa, que precisa aprender a valorizar mais as suas belas curvas. E pare de melecar seu cabelo, espanhol! Deixe-o livre e bonito.

E por último, o que se vestiu melhor, para mim. Thomaz!

Tirando a marca da bandana...


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Qual é o melhor namorado de tenista?
às 19h08 por Sheila Vieira

As mulheres são obrigadas a ver quase toda hora listas de tenistas mais bonitas, namoradas de jogadores mais ‘gatas’, etc. Portanto, para agradar o público feminino do blog (sei que vocês existem), mostrarei os mais notáveis NAMORADOS das estrelas da WTA. Confesso que eles não são lá muito bonitos, mas, como diria Dicesar do BBB10, é o que tem para hoje.

Rory McIlroy (namorado da Caroline Wozniacki)
O golfista irlandês apareceu pela primeira vez nos noticiários de tênis ao visitar Wimbledon e ser bajulado por todos, já que havia vencido o US Open do golfe. Porém, McIlroy começou a ser visto fazendo *companhia* para Wozniacki nas semanas seguintes e os dois assumiram o romance em New Haven. Os resultados dela foram ruins desde então, enquanto ele se tornou número 1 do mundo. Mas a pergunta que fica, segundo a amiga Lays Guerrero, é se McIlroy foi um dos protagonistas da série “Senhor dos Anéis”:

Sasha Vujacic (noivo da Maria Sharapova)
Faz sentido que Sharapova tenha escolhido um jogador de basquete: só assim para o cara alcançar a altura dela. Vujacic jogou no Los Angeles Lakers (time na NBA, vocês sabem) até o locaute antes da atual temporada. O esloveno fará 28 anos nesta quarta-feira, dia 8, e está há três anos com Sharapova. Ele pediu a mão da russa em casamento em outubro de 2010 e teve algumas aparições ilustres em torneio de tênis. Sendo mais clara: Sasha é o melhor líder de torcida da história! Ele grita, mostra o punho, fica desesperado e comemora efusivamente cada vitória da amada.

Sergei Bubka (namorado da Victoria Azarenka)
Ué... esse nome não é estranho. Sim, você já leu e ouviu esse nome antes, mas provavelmente por causa do recordista de salto com vara, o pai do cidadão. Se não conhece, confira um dos especiais sobre Olimpíadas que passarão nos canais a cabo nos próximos meses. Mesmo sem ser um tenista dos mais bem-sucedidos (número 191 do mundo aos 25 anos), Bubka não pode reclamar da vida. Sua amada atualmente é a líder do ranking e, curiosamente, ele também grita quando faz os golpes.

Adam Pavlasek (namorado da Petra Kvitova)
Sim, anti-musa (é um elogio, juro) tem um namorado há um bom tempo. Ele também é tenista e a tcheca consegue ver os jogos dele durante os Grand Slams... NO JUVENIL. Adam tem 17 anos. Parece estranho, já que Kvitova é campeã de Wimbledon no profissional, mas ela tem 21. Okay, é meio estranho mesmo. É o amor!

Jiang Shan (marido da Na Li)
Ele ronca, esconde o cartão de crédito, foi treinador dela, deixou de ser e depois voltou. Li conta tudo isso para o público e ele leva numa boa. Jiang Shan e a maior tenista da China começaram a fazer sucesso no Australian Open do ano passado, no qual Li foi vice-campeã e disse no discurso: “Fiz muitas piadas com ele, mas não importa se ele for gordo ou magro, lindo ou feio, eu sempre vou segui-lo e amá-lo”. Snif.


Jurgen Melzer (namorado da Iveta Benesova)
O austríaco já provou os sabores da Eslováquia com Dominika Cibulkova e agora está se divertido pela República Tcheca com Iveta Benesova. Melzer e a namorada venceram o torneio de duplas mistas em Wimbledon no ano passado e o romance dos dois foi descoberto algum tempo depois. O rapaz está tão apaixonado, que inclusive ficou bravo no jogo de Benesova com Azarenka no Australian Open por causa dos gritos da bielorrussa. Pena que não aconteceu uma briga dele com o Bubka... sem camisa.

Alex Ovechkin (namorado da Maria Kirilenko)
Mas a Kirilenko não namorava o Igor Andreev? Pois é, a fase do cidadão é tão ruim que até a namorada ele perdeu. Ovechkin é um famoso jogador de hóquei russo, tem 26 anos, e assumiu o namoro com Kirilenko no ano passado. Agora vem a bizarrice da história: Ovechkin, como todo jogador de hóquei, tem um dente quebrado aqui e ali. Mas, falem para mim, uma moça linda como a Kirilenko merece isso?

Brian Lynch (marido da Kim Clijsters)
Depois de ficar noiva do Lleyton Hewitt, a belga realmente precisava de alguém mais light. O norte-americano Brian Lynch foi jogador de basquete e se aposentou em 2004. Três anos depois, casou com Clijsters numa cerimônia discreta na Bélgica. Desde que ela belga voltou a jogar, Lynch tem viajado com sua família. Só por ter ajudado a criar a coisa mais fofa da face da Terra (a Jada), Lynch merece os parabéns.

Adam Scott (namorado da Ana Ivanovic)
Mais um golfista, desta vez australiano. Scott começou a namorar a sérvia em 2009, eles ficaram juntos por um ano e meio, e depois terminaram. Porém, a aparição dele no US Open deixou claro que os dois estavam tentando novamente. “Quando estamos juntos, ele se oferece para fazer coisas e ajudar, muito mais do que os homens sérvios fariam”, disse Ivanovic. Fica a dica para sua próxima viagem para Melbourne.

Justin Sands (marido da Bethanie Mattek-Sands)
Justin Sands não é tenista, bonito, atleta ou famoso. Mas ele consegue ser ainda mais estranho do que a sua esposa, a Lady Gaga do tênis. Veja a *casa* dos dois neste vídeo:

Quem você escolheria?


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