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O destino das garotas em Paris
às 18h57 por Sheila Vieira

É impossível olhar a chave feminina de Roland Garros e não virar os olhos imediatamente para o quadrante de Maria Sharapova. Lá estão três ex-número 1 do mundo: a russa, Serena Williams e Caroline Wozniacki, e apenas uma delas estará nas oitavas de final. Por outro lado, Victoria Azarenka tem um caminho tão tranquilo, que é bom a bielorrussa ficar esperta para não ser surpreendida. Vamos então falar detalhadamente de cada setor:

Primeiro quadrante: Azarenka tem tudo para chegar às quartas, mesmo sem jogar seu melhor no saibro neste ano. A bielorrussa se mostrou um pouco vulnerável em Stuttgart, Madri e Roma (exceto quanto enfrentou Radwanska), mas deve estar nas oitavas, esperando a vencedora entre Safarova e Cibulkova. Samantha Stosur é a favorita para encontrar a número 1 nas quartas, mas a australiana sempre chama o perigo. Não se surpreenda se, ao invés de Sam, saia dessa chave Nadia Petrova ou Ekaterina Makarova. Sabine Lisicki, ainda sem bons resultados depois da lesão no tornozelo, corre risco nas primeiras rodadas.

Jogo de primeira rodada mais interessante: a jovem norte-americana Sloane Stephens contra a imprevisível Makarova.


Segundo quadrante: Agnieszka Radwanska ainda está jogando nessa semana contra oponentes bem tranquilas e não é das melhores no saibro. A polonesa deve ter um teste forte logo de cara: Venus Williams. As duas jogaram em Miami e Radwanska venceu, mas a experiência da veterana pode fazer a diferença numa partida arrastada. Se Svetlana Kuznetsova fizer o que deve (nunca podemos confiar muito), encontra Radwanska na terceira rodada e tem o jogo para surpreendê-la. Quem passar dessa partida deve enfrentar a italiana Sara Errani ou a sérvia Ana Ivanovic. Por mais que Errani tenha ótimos resultados no saibro neste ano, a ex-número 1 tem um jogo mais agressivo e desafiador e eu a escolho para avançar até as oitavas. Nas quartas, Angelique Kerber tem uma boa chave para consolidar sua ascensão dos últimos meses. Flavia Pennetta se machucou em Roma, Anabel Medina não está jogando tão bem e Marion Bartoli está em péssima fase no saibro.

Jogo de primeira rodada mais interessante: Venus Williams contra a promissora argentina Paola Ormachea


Terceiro quadrante: a atual campeã Na Li deve estar esperta para a estreia contra Sorana Cirstea, afinal, a romena derrotou Samantha Stosur de cara no Australian Open. O primeiro desafio da chinesa deve ser na terceira rodada contra Mona Barthel, que deu uma desacelerada nas últimas semanas, mas não teme tenistas de nome. Chegando às oitavas, Li seria total favorita contra quem sair da seção de Roberta Vinci e Vera Zvonareva (espero que a russa finalmente reaja). A chave de Kvitova, que pode ter Li nas quartas, é bem mais interessante. Francesca Schiavone, que não vinha fazendo nada na temporada até a campanha ainda em andamento em Estrasburgo, pode fazer uma oitavas de final dramática contra Jelena Jankovic (as duas respiram drama). Kvitova e seu abdômen são a grande interrogação desse quadrante.

Jogo de primeira rodada mais interessante: Na Li e a corajosa romena Sorana Cirstea


Quarto quadrante: Se fosse futebol, chamaríamos de Grupo da Morte. Serena pode jogar na terceira rodada com Julia Goerges, que agride tanto quanto a norte-americana, mas erra 80% a mais. Então ela enfrentaria Wozniacki, que finalmente não tem muitos pontos para defender e, como não está em boa fase técnica, terá que contar com sua força mental para chegar até Serena. Sharapova acompanha essa briga enquanto vence algum jogo de três sets na raça e atropela em outro. Anastasia Pavlyuchenkova não apareceu ainda na temporada e Maria Kirilenko não bateu a xará quando estava jogando bem, imagine agora. Se houver o confronto Serena contra Maria, acho que a russa tem uma chance de ouro de se livrar da sequência de derrotas para a rival e ganhar o incentivo final para completar o Career Slam.


Provavelmente, haverá muitas surpresas, resultados sem nenhuma lógica ou, quem sabe, uma campeã fora do top 5 que derrube tudo que eu escrevi aqui. Essa é a graça da WTA. Quando tudo acabar, podemos voltar aqui e brincar de “a Sheila errou”. Divirtam-se nas próximas duas semanas. Farei posts diários, como no Australian Open.

 


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Os melhores karaokês de Paris
às 19h06 por Sheila Vieira

No próximo domingo, começa o Grand Slam que mais traz memórias aos brasileiros. Não lembro muita coisa dos meus oito anos de idade, mas a imagem do moço magrelo vestido de azul e amarelo na TV Manchete é nítida como uma foto para mim. Guga, Ferrero, Moyá, Kafelnikov, Costa, Corretja, Gaudio, Coria, Federer, Nadal...

Porém, não podemos esquecer de um dos elementos mais pitorescos e divertidos de Paris, que infelizmente foi abolido no ano passado: OS KARAOKÊS. Durante vários anos, tenistas famosos e aleatórios soltavam a voz (e a franga) na cabine da TV. Graças ao YouTube, esses momentos estão eternizados.

Vamos então ao top 10 dos karaokês de Roland Garros!

Djokovic e Trocki imitam Shakira e Nadal

Em 2010, pouco tempo depois de Nadal e Shakira protagonizarem um vídeo bem ~sensual~ chamado “Gypsy” (você não viu???? FAÇA ISSO AGORA!), Djokovic e Troicki fizeram uma releitura poética da obra-prima.

Soderling loiraça cantando Abba

O sueco não estará em Paris neste ano, algo que diminui em 90% as chances de zebra. Para matar a saudade, veja Sodão soltando a voz com o clássico “Gimme Gimme”.

Simon pelado

Antes de ser pai, Simon teve seus tempos de garoto levado. O francês não canta no vídeo, dança bem mal, mas revela como nunca seu corpinho magro.

 

Sveta cantando rap

Não poderia faltar uma russa na lista, ainda mais Sveta, campeã em 2009 de Roland Garros. Ignore a parte de Bartoli do vídeo e fique para admirar o talento de Kuznetsova. Coloca Jay-Z no chinelo.

Kei sendo japonês

Nishikori também não jogará Roland Garros neste ano, portanto, morra de fofura com sua interpretação de uma música japonesa.

Federer, simplesmente o melhor

Roger não é de fanfarronices, nós sabemos. Mas conseguiram convencê-lo a participar do karaokê uma vez. É simplesmente adorável como ele está desconfortável nessa situação.

Hewitt lutador

Nenhuma música combina mais com o cantor do que essa.

Andy Black Power

Conhecido por seu estilo capilar único, Andy Murray encarnou Michael Jackson e deu o seu melhor cantando “I Want You Back”.

Rafa: soy capitán

A qualidade do vídeo é péssima, desculpem-me. No entanto, ver o Rafa fase regata e calça capri super empolgado cantando “La Bamba” é algo que não poderia ficar fora.

Nole sobreviverá

Sei que fica parcial começar e terminar com Novak, mas o sérvio gosta dos holofotes. Portanto, cante “I Will Survive” com o número 1!

Faltam cinco dias!!


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Três favoritos(as)
às 15h11 por Sheila Vieira

Ainda não vi a final masculina de Roma (nesse momento, nem sei que se ela será ainda hoje), mas acho que o resultado não interfere no grupo dos três principais candidatos ao título em Roland Garros. Enquanto Rafael Nadal estiver vivo e empunhando uma raquete, ele será o homem a ser batido na Philippe Chatrier. Novak Djokovic vem atrás e um título de Roger Federer também não seria surpreendente.

A derrota do suíço para Djokovic em Roma não teve ter tirado nenhum minuto de sono do papai das gêmeas mais lindas do circuito. Federer quer apenas somar pontos agora e chegar totalmente concentrado para Wimbledon (onde pode ter chance de liderança) e as Olimpíadas. E os outros? Tomas Berdych, Delpo, David Ferrer e Andy Murray podem aprontar alguma, mas duvido que algum deles ache que tenha chance de ser campeão.

Entre as meninas, ao contrário das últimas surras, Roma trouxe uma decisão decidida em pequenos detalhes. Na Li começou a partida jogando seu melhor tênis: simples e agressivo. Sharapova se enrolou com erros e duplas-faltas e viu a chinesa abrir 6/4, 4/0 e saque.

Porém, a reputação emocional e mental de Li não é das melhores e ela demonstrou o porquê outra vez em Roma. Sharapova fez oito games seguidos, vencendo o segundo set e abrindo duas quebras de vantagem no terceiro. Quando o 'roteiro' do jogo parecia fechado, a russa decidiu dar sua contribuição para o drama e foi quebrada duas vezes.

Recebendo em 5/6, Li teve um match-point e não converteu. Como se não bastasse a tensão já existente, o jogo foi interrompido antes do tiebreak do terceiro set, por causa da chuva forte. Quase duas horas depois, elas voltaram debaixo de garoa e terminaram a final numa bola fora de Li.

Já que os torneios de Bruxelas e Estrasburgo não são importantes, podemos dizer que vimos o suficiente para determinar as favoritas para Roland Garros. No grupo principal, Victoria Azarenka, Maria Sharapova e Serena Williams. Outras tenistas podem fazer boas campanhas (Agnieszka Radwanska, Petra Kvitova, Samantha Stosur, Li, Angelique Kerber, Caroline Wozniacki), mas devem ficar no quase.

Foro Itálico > Caixa Mágica: sem entrar novamente na questão do saibro azul, faço uma comparação entre Madri e Roma pelo público. Enquanto os espectadores de Madri eram poucos e um tanto hostis, os italianos deram um verdadeiro espetáculo, principalmente nos dois jogos dramáticos de Andreas Seppi (contra John Isner e Stanislas Wawrinka). Patrocínio não compra a alma, tampouco tradição.

Última coisa: Granollers e López ganharam o título de duplas e isso é uma desculpa para eu postar esse gif da Copa Davis:

Gracias.

 


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