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Diário de Roland Garros, dia 14
às 15h50 por Sheila Vieira

É difícil olhar para a conquista de Maria Sharapova neste sábado e não pensar no fim de um ciclo. Na verdade, do segundo. O primeiro foi a ascensão da grandona em 2004, chocando a Serena e o mundo, até o último dia que ela foi líder do ranking, em 2008. Com 21 anos, Sharapova já tinha tudo. Era perfeito demais.

Tudo que deu certo entre 2004 e 2008 virou ao contrário quando a lesão no ombro tirou Sharapova das Olimpíadas e de tantos outros torneios. Nesses últimos dias, todos lembraram (e a própria Maria também) de todo o pão amassado pelo diabo que a russa comeu. O destino quis que a redenção fosse em Paris. E tudo voltou a ser perfeito.

Maria disse que não quer parar por aqui. Nem deve. Ela tem apenas 25 anos e mais uns dois ciclos pela frente. Com as rivais do passado se aposentando e a nova geração cheia de vontade, Sharapova terá muitos desafios pela frente. Se continuará sendo número 1 por muito tempo ou vencerá outros Slam, impossível saber. A única certeza é que ela nunca vai fugir.

O tênis pressiona muito as pessoas. Pense em Elena Dementieva, que tentou por tanto tempo ganhar um Slam, admitiu que não dava mais e parou. Dinara Safina, nova e já conformada com outra vida. Svetlana Kuznetsova, campeã de dois Grand Slams, mas que ainda sim deixa a impressão de que não fez tudo que poderia. Sharapova é parte dessa geração russa e conseguiu muito mais. É questão de talento, mas também de determinação.

A final de hoje começou bem parecida com a partida entre Sara Errani e Sam Stosur: a tenista mais agressiva tomando conta dos pontos e atacando o segundo saque incrivelmente lento da italiana. A diferença é que Sharapova manteve a precisão e a cabeça por muito mais tempo do que Sam. Maria dominou cada canto da quadra e, quando Errani conseguiu trazer a oponente para a rede, já era tarde demais.

Errani é uma ótima jogadora de saibro, que pode ter sucesso em outras quadras por sua disciplina e garra. Não podemos esquecer que ela foi quadrifinalista na Austrália. Mas todos agora sabem como ela joga e estão de olhos bem abertos. Vamos ver como ela vai reagir.

E sobre amanhã? Nole dará tudo de si, mas Nadal simplesmente está jogando um tênis que beira à perfeição (aquela que ele acredita não existir). Também penso que, se não conseguir se impor desde o início, Nole não vai se matar pelo título. A chance de vencer os quatro Slams seguidos acabará, mas ele fez seu melhor resultado em Roland Garros e terá outras chances de vencer o torneio, quando Rafa não estiver tão forte. Porém, se o sérvio começar bem... teremos um longo dia pela frente.

Gostaria de recomendar duas leituras cheias de emoção: o apaixonado por russas Michel Figueiredo falando sobre a jornada de Maria e a norte-americana Lindsay Gibbs lembrando de como temos sorte de viver numa era brilhante do tênis. 

 


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Diário de Roland Garros, dias 12 e 13
às 14h53 por Sheila Vieira

Das quatro semifinais de simples em Roland Garros, apenas uma não foi em sets diretos: a vitória de Sara Errani contra Samantha Stosur. E não pense que foi uma partida emocionante. A italiana simplesmente entrou em quadra menos nervosa do que a tenista que já esteve na final em Paris e foi campeã do US Open.

A grande história da semifinal feminina foi a ascensão de Maria Sharapova à liderança do ranking, quatro anos depois de deixá-la. Muita coisa aconteceu desde então: uma cirurgia no ombro, derrotas estranhas, finais de Grand Slam perdidas, a subida consistente no ranking, a melhora no saibro, vocês sabem. Mas Maria explicou melhor do que ninguém o que isso significa:

"É uma estrada longa, um processo demorado. Muitos dias de frustração e incertezas de não saber se você vai chegar lá, se haverá um grande momento de novo. Passei por muitas coisas e quando lembro de todo o trabalho que fiz e todas as dificuldades, tudo vale a pena".

"Eu jogo tênis desde os quatro anos de idade. Estou comprometida com esse esporte. Sempre amei o que faço. Quando isso foi tirado de mim, percebi como eu era grata e sortuda de poder jogar".


Espero que o mito sobre a falta de interesse de Sharapova no tênis esteja definitivamente enterrado.

Ninguém esperava equilíbrio entre David Ferrer e Rafael Nadal na primeira semifinal masculina pelo histórico (inclusive recente) e a excelente forma que o hexacampeão tem mostrado desde que entrou em quadra em Monte Carlo até hoje. Mas é difícil imaginar se um Tomas Berdych ou Juan Martin del Potro não poderia pelo menos ter feito Nadal CORRER RISCO de perder UM SET. Ferrer, mesmo contra Djokovic ou Federer, provavelmente não faria muito mais. Isso explica em partes por que ele tem 30 anos, os últimos dois no top 10, e nunca fez final de Slam. Sobre o número 6, reproduzo aqui um pedaço legal do texto de Courtney Nguyen, da Sports Illustrated:

"Quando você escreve sobre David Ferrer, quase sempre se sente obrigado a inventar apelidos. O Espanhol Esquecido, o Homem de Valência, o Pequeno Terrier, O Excluído, todos tentam embutir uma história em Ferrer, um narrativa e, às vezes, uma elevação a um status mítico. Afinal, o tênis é um esporte de personalidades, em que quebrar raquetes, tatuagens, imitações e inglês ruim podem te dar fãs tanto quanto títulos. Mas a realidade é que, quanto mais você tenta fazer de Ferrer uma lenda, você tira a coisa que faz dele especial: David Ferrer é apenas... David Ferrer".


Justamente pelas expectativas não serem grandes para o jogo dos espanhóis, a decepção foi bem grande na partida entre Federer e Djokovic. O sérvio ganhou em sets diretos jogando de forma defensiva, sem riscos, apostando nos erros do suíço. E eles vieram... 46 deles. Inclusive no forehand, o golpe que estava impecável nos primeiros games. Federer perdeu duas quebras de vantagem no segundo set. Djokovic não fez nada de especial para ganhar com essa facilidade. Pelo que vimos em todo o torneio, mas principalmente hoje, Nadal está bem perto de ser coroado sem questionamentos o grande Rei de Roland Garros.


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Diário de Roland Garros, dia 11
às 18h35 por Sheila Vieira

A calma depois da tempestade. Os resultados de Roland Garros desta quarta não saíram do script e o máximo de drama foram as oscilações de Petra Kvitova contra Yaroslava Shvedova e os momentos em que Andy Murray pareceu disposto a roubar o jogo das mãos de David Ferrer. Nada de tirar muito o fôlego.

Maria Sharapova está na semifinal e pode tomar o número 1 de Victoria Azarenka com uma vitória amanhã diante de Kvitova. Mesmo se a russa falhar, é incrível relembrar a trajetória de Sharapova nos últimos quatro anos. De uma lesão gravíssima no ombro, para uma volta cheia de resultados estranhos, a volta gradual para o top 10 no ano passado, a evolução no saibro, as finais perdidas em Wimbledon e na Austrália... parece um roteiro de filme. O desfecho perfeito seria em Paris e essa motivação pode fazer a diferença num possível jogo apertado com a canhota tcheca.

Kvitova parecia ir pelo mesmo caminho de Na Li, Victoria Azarenka, Caroline Wozniacki e Serena Williams depois de perder o primeiro set para Shvedova e estar uma quebra atrás nos segundo e terceiro sets. Não deve ser fácil para a tcheca jogar em uma quadra tão lenta (o maior título dela no saibro foi em Madri, rápida). Pelo menos, no quesito irritação com as condições, Kvitova e Sharapova estão na mesma.

As duas quartas restantes do masculino seguiram com precisão o que se imaginava. Nicolás Almagro foi o adversário que jogou melhor contra Nadal, aguentou o tranco no primeiro set, mas não no tiebreak. A partir daí, ficou um pouco mais fácil para o hexacampeão, mesmo que Almagro continuasse jogando bem.

David Ferrer e Andy Murray deveriam fazer um jogo disputado no papel. Mas não havia como ignorar todos os sinais: as ótimas campanhas do espanhol no saibro, o histórico favorável contra Andy nesse piso, as dores nas costas do número 4 e seus resultados nada brilhantes desde Miami. Para Ferrer, essa era a chance da vida, enquanto Murray estará em poucos dias brincando com seus cachorros após voltar de sessões de treinamento num clube a 20 minutos de sua casa. Isso faz diferença.


Equipe do Andy pensando: "vamos pegar o avião hoje mesmo?"

Ferrer pode ganhar de Nadal? Só se o número 2 estiver lesionado (Austrália 2011). Tirar sets? Pode. Mas Nadal sabe que quase saiu atrás em Barcelona e Roma. Duvido que ele abra essa porta outra vez.


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Diário de Roland Garros, dia 10
às 19h16 por Sheila Vieira

Não sou muito boa de palpite, como vocês perceberam nos últimos nove dias. Porém, confesso que tenho um certo orgulho do que disse a respeito de Federer x Delpo e Djokovic x Tsonga: 'confio no suíço e no sérvio'. Não era exatamente por achar que eles fariam uma partida superior aos seus talentosos adversários, mas que simplesmente eles encontrariam um jeito de vencer.

Felizmente, para quem quer ver a revanche (ou não) do ano passado, teremos Federer e Djokovic brigando pelo posto de "vou-tentar-tirar-sets-do-Nadal-na-final". Deve ser longo, disputado, emocionante e nervoso, como os jogos de hoje.

Com a infeliz ideia de colocar os dois jogos ao mesmo tempo, acompanhei bem mais a partida entre Nole e Tsonga (também) por motivos profissionais. Mas o que vi de Delpo e Federer me deixou impressionada. O argentino construiu os pontos com perfeição, não deu ao suíço a chance de variar e foi muito eficiente nas chances de quebra.

Até o terceiro set, claro.

Federer foi muito feliz ao apontar que os jogos de Grand Slam dão menos margem a zebras porque há mais tempo para reação. Fosse qualquer Masters 1000 e o suíço estaria arrumando malas. Ganhar um set de um Federer é algo que os Mahuts, Goffins e Ungurs conseguem. Dois? O Del Potro de hoje pode. Mas três? Uma vez na vida, outra na morte.

O mesmo aconteceu com Tsonga nesta terça-feira, mas a derrota foi infinitamente mais dolorida para o francês: ele jogava em casa, fez a melhor partida da carreira no saibro (e do ano) e, enfim, teve quatro match-points. Djokovic foi mais agressivo nesses pontos do que em toda a partida e forçou o quinto. Então faltou a Tsonga acreditar que poderia ainda ter chance no final. Faltou um restinho de força mental.

Incrível como sempre falta alguma coisa para os mortais.


No feminino, onde as partidas são de três sets, portanto, a chance de surpresas é maior (não só por isso, mas é um fator importante), venceram as tenistas mais acostumadas ao saibro. Samantha Stosur continua tendo seus momentos de nervosismo, mas ainda não perdeu sets no torneio. Com seu saque colocando Dominika Cibulkova na plateia e usando o forehand com spin para empurrar a eslovaca para trás, a australiana dominou a partida.

Sua adversária será Sara Errani, que finalmente conquistou sua primeira vitória contra uma top 10. A vítima foi a alemã Angelique Kerber, que não se sente ainda muito confortável no piso e pareceu um pouco intimidada com a atitude expressiva (na verdade, italiana) de Errani. Kerber sacou para o segundo set e falhou, sem resistir ao tiebreak.

Não há favoritos claros nas duas semifinais definidas. Antes do torneio, Djokovic estava um pouco acima de Federer. Mas os buracos nos quais os dois se colocaram nesses últimos dias equilibraram as coisas. Sam possui mais experiência do que Sara, mas tem uma vulnerabilidade emocional maior que a da italiana. Apenas na bola, a australiana é mais completa (e não precisa de balões).

Para terminar, o grande momento do dia: Roger Federer mandando a torcida calar a boca após terem gritado OUT durante um ponto no segundo set.


As coisas definitivamente estão esquentando em Paris.


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Diário de Roland Garros, dia 9
às 17h42 por Sheila Vieira

Ah, a segunda semana. Quando conseguimos assistir a quase todas partidas (ou, pelo menos, um bom pedaço de cada uma).

O dia começou com a eliminação de Marcelo Melo nas duplas. Em compensação, todos os juvenis que jogaram hoje (a Bia em simples e os outros nas duplas) continuam na chave.

David Ferrer continuou fazendo seu trabalho com zelo e competência: perdeu só cinco games para Marcel Granollers, que grita mais alto do Sharapova e Azarenka juntas. Nicolás Almagro me surpreendeu ao passar com tanta autoridade por Janko Tipsarevic. Mas o sérvio certamente fez mais do que imaginava no saibro parisiense.

Porém, ainda havia gente da parte de cima da chave com jogos para serem terminados. Juan Martin del Potro conquistou o set restante diante de Tomas Berdych, que entra na lista de decepções do torneio. Por mais que tenha perdido para um adversário de respeito, o tcheco não justificou todos os elogios que foram feitos durante a temporada de saibro.

Delpo, que não tem nada com isso, levará seu joelho embalsamado para as quartas contra Roger Federer. Mesmo com as partidas mais ou menos que fez no torneio, confio no suíço para ir à semifinal. O argentino pode até tirar um set na base da pancada, como já fez tantas vezes, mas Federer saberá o que fazer para tirar Delpo da zona de conforto.

Já Jo-Wilfried Tsonga terminou o trabalho contra Stanislas Wawrinka. Os amigos se abraçaram na rede e o suíço deixou a quadra à beira da depressão. Confesso que fiquei com os olhos marejados. Tsonga não escondeu o alívio e extrema felicidade de fazer quartas em Paris pela primeira vez. A atmosfera da partida contra Novak Djokovic será bem mais quente e equilibra um jogo entre dois tenistas que dariam um braço para trocar o saibro por um cimento.

Maria Sharapova e Na Li entraram com muito favoritismo em quadra. Não tinham adversárias perigosas, como uma Cibulkova. Mas as finalistas de Roma se atrapalharam demais com o vento. Na verdade, mais a russa. Sem acertar o saque e sendo quebrada toda hora, Sharapova foi a três sets contra uma Klara Zakopalova que não fez absolutamente nada (além de colocar MUITO rímel nos olhos).

Li não teve o mesmo destino. Yaroslava Shvedova trouxe seu melhor tênis para a Suzanne Lenglen e não desistiu, mesmo após perder o primeiro set com facilidade. Mais vitoriosa no circuito de duplas, Shvedova está pela segunda vez nas quartas em Paris. Ela enfrenta Petra Kvitova, que atropelou Varvara Lepchenko na quadra 1, e Sharapova tem pela frente Kaia Kanepi. A estoniana precisou de três sets contra Arantxa Rus, pode incomodar a russa, mas sua dificuldade de fechar os jogos deve ser fatal contra a número 2.

Ao contrário dos jogos anteriores de Rafael Nadal, que deram certo sono, a partida contra Juan Mónaco foi notável de atenção pela maneira impressionante com a qual o espanhol transformou o número 15 do mundo num juvenil. O argentino não jogou bem, obviamente, mas a minha impressão é de que Nadal venceria pelo menos 6 games seguidos (não 17) contra qualquer um hoje.

Tudo bem, Pico. Você continua bonito.

Não vi a maior parte do jogo entre Richard Gasquet e Andy Murray, mas acho que a torcida francesa só ajudou o britânico. Quem conhece o número 4 sabe que ele adora jogar com torcida contra (reage bem melhor do que em casa). A interferência externa faz com que Murray não queira demonstrar fraqueza através dos seus monólogos intermináveis. Pelo contrário, ele se concentra, faz o que precisa e deixa para o tenista da casa a missão de lidar com o barulho. Gasquet, que não é dos mais frios, caiu como um patinho.

Prontos para as quartas de final?


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Diário de Roland Garros, dia 8
às 17h34 por Sheila Vieira

Ao ver a programação do dia 8 de Roland Garros, prevíamos: Azarenka teria um certo trabalho com Cibulkova, mas deveria vencer, Federer e Djokovic ganhariam sem perder sets e então teríamos as verdadeiras batalhas do dia: Delpo x Berdych e Tsonga x Wawrinka. Ironicamente, esses dois jogos nem puderam ser terminados, mas por causa da lentidão dos tenistas "confiáveis".

Antes da tempestade, Svetlana Kuznetsova entrou em quadra com moral, após ter eliminado a cabeça 3. Mas a russa foi atropelada no primeiro set por Sara Errani, que jogou muito bem, mas também contou com a raquete descalibrada de Sveta. A campeã de 2009 até aguentou o tranco no segundo set e chegou a sacar para empatar, mas falhou e não venceu mais games.

Errani é um dos destaques da temporada de saibro, mas pesava contra ela o histórico péssimo em Paris (nunca havia passado da R2) e os resultados ruins contra as tenistas de ponta. A italiana deixou tudo isso para trás, batendo duas campeãs do torneio em sequência. Ela enfrenta Angelique Kerber, que sofreu um pouco com o jogo de variação de Petra Martic, mas fez o trabalho certo. O confronto entre a alemã e a italiana é imprevisível.

Então entraram Victoria Azarenka e Dominika Cibulkova em quadra. As duas têm história. Apesar da bielorrussa ter grande vantagem no retrospecto, alguns jogos entre elas foram viradas em que Cibulkova tinha vantagem. Um bem recente: em Miami, quando a eslovaca teve 6/1 e 5/2 e perdeu. Ironicamente, foi a última vitória da invencibilidade de Azarenka.

Desde então, a número 1 não é mais a mesma. Os resultados no saibro não foram expressivos e, mais do que isso, a postura de Azarenka mudou. O olhar de confiança sumiu. A partida deste domingo refletiu muito bem isso: Cibulkova que entrou em quadra sem medo (ela sempre é assim, mas enfim) e dominando o jogo. Vika simplesmente assistiu.

Como em Miami, Domi teve uma certa crise de "pipoca" quando teve uma quebra de vantagem no segundo set. Azarenka virou e sacou para o set em 6/5. Falhou e a definição foi para o tiebreak. Na última partida, a bielorrussa levou a melhor num desempate disputadíssimo. Desta vez, Vika não repetiu o milagre e pode perder a liderança para Maria Sharapova caso a russa chegue à final.

Ao mesmo tempo, o outro número 1 sofria um bocado na Philippe Chatrier. Novak Djokovic simplesmente não conseguia ser agressivo contra um inspirado Andreas Seppi e perdeu dois sets. O placar pode dar a entender que o italiano tremeu em seguida, mas não foi assim. A partida foi disputada até o final. Djokovic ganhou na marra. Daqui para frente, não será nem perto do suficiente.

Veio Roger Federer contra seu fã David Goffin, o mocinho lucky-loser. Agora tudo voltaria ao normal, certo? Errado. O belga entrou altamente motivado e pegou Federer de surpresa. Uma desatenção aqui, outra ali, e Goffin ganhou o primeiro set. Porém, no meio do segundo, o suíço colocou a cabeça no lugar e fez o que deveria. Sem se abalar, Goffin se divertiu até o final, apesar de cansado. Depois do jogo, ainda houve um momento fan boy bem fofo. Vejam aqui (não é possível incorporar no blog).

Como esperado, Delpo e Berdych esmagaram a bola. O começo foi bastante equilibrado, mas o argentino ganhou nos detalhes no tiebreak. Depois, desapareceu e o tcheco fez seis games seguidos. O terceiro set foi o momento de Berdych jogar mal e ser dominado. Delpo volta a jogar amanhã com dois sets a um de vantagem.

Jo-Wilfried Tsonga teve boas chances de terminar o jogo contra Stan Wawrinka em três sets. Mas as lembranças do jogo do ano passado, quando o francês teve dois a zero e tomou a virada, devem ter fritado algum neurônio de Jo. Stan fez oito games seguidos e levou ao quinto set. Tudo indicava que o jogo seria parado em 2/2, mas o suíço perdeu o saque nesse momento. A possibilidade de Tsonga fechar rapidamente era real e apostaram nisso. Mas quando o placar chegou a 4/2, os dois amigos decidiram deixar o gran finale para a segunda-feira.

Esperta foi Samantha Stosur, que cuidou da sua vaga na quadra 1. Porém, a australiana mostrou seus comuns apagões quando foi quebrada duas vezes sacando para o jogo.

Palpites das quartas, chave de cima:

Cibulkova x Stosur: se a eslovaca estiver num dia de acertar tudo de novo, pode dar zebra. A australiana tem problemas para fechar até contra a Stephens...
Kerber x Errani: como eu disse, difícil prever. Mas se a italiana estiver disposta a variar o jogo, tem boas chances.


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