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Teste: Qual tenista você é?
às 16h52 por Sheila Vieira

Faz tempo que não faço alguma 'fanfarronice' por aqui, então, lá vai. Esse post é uma paródia dos famosos "testes de personalidade" que vemos em revistas por aí, mas na versão tenistas. Eu e o Felipe Priante, colega de Tenisbrasil, elaboramos as perguntas a seguir. Qual tenista você é?

Como você comemora um título de Slam?
a) Cai de joelho no chão e chora
b) Dá um berro e pula como uma criança
c) Dá um urro, faz ‘créu’ e rasga a camisa
d) Ajoelha, cobre as mãos com o rosto e depois faz um ‘tchauzinho de miss’
e) Não sabemos, você nunca ganhou um
f) Cai de costas no chão e morde o troféu

Como você reage a uma marcação errada de um árbitro?
a) Faz cara de ‘estou certo’, troca algumas palavras com o árbitro e segue jogando
b) Fala que o árbitro não é ‘atraente por dentro’
c) Não faz barraco, mas dá uma risada sarcástica e fica irritado com isso o jogo inteiro
d) Contesta o árbitro, mas sem levantar o tom de voz
e) Pede o desafio e erra
f) Diz que é uma barbaridade

Como é sua vida amorosa?
a) Casado(a), com filhos
b) Sempre reclama dela, principalmente no Twitter
c) Seu par sofre como ninguém durante seus jogos
d) Vai se casar neste ano
e) Chegou a terminar o namoro por um tempo, mas está firme
f) Namora, mas deu uns ‘pegas’ na Shakira

Onde você passa as férias?
a) Leva a família para Dubai
b) Party, party, party!
c) Leva seu amor a uma praia do Mediterrâneo
d) Some, mas depois conta no seu blog que foi à Tailândia com os amigos
e) Brincando com seus cachorros
f) Pescando com seu tio

Qual é seu piso favorito?
a) Grama, mas os outros não me incomodam
b) Qualquer um, menos saibro
c) Somente quadra rápida
d) Era quadra rápida, mas agora é saibro
e) Quadra rápida ou grama
f) Saibro, desde que não seja azul

Quem é seu desafeto no circuito?
a) Nenhum, todos o amam
b) Justine Henin
c) Era Andy Roddick, mas vocês se resolveram
d) Victoria Azarenka
e) Tommy Haas
f) Robin Soderling

Quais línguas você sabe falar?
a) Francês, alemão, inglês, suíço-francês, suíço-alemão, suíço-inglês, suíço-mandarim, etc
b) Só inglês
c) Sérvio, inglês, italiano e alemão
d) Inglês, melhor do que russo
e) Inglês fluente e espanhol básico
f) Espanhol fluente e inglês intermediário

Se você não fosse tenista, o que seria?
a) Embaixador da ONU
b) Ator/atriz
c) Palhaço
d) Estilista
e) Jogador profissional de video-game
f) Seria ótimo em qualquer outro esporte

Hora de conferir os resultados:

Se a maioria das respostas foi A: você é 'ryco'(a), elegante, culto(a) e talentoso(a)! Você é Roger Federer!

Se a maioria das respostas foi B: você adora uma balada, mas na hora de trabalhar, ninguém te segura! Você é Serena Williams!

Se a maioria das respostas foi C: você adora fazer os outros rirem, está sempre sorrindo e vibrando em quadra. Você é Novak Djokovic!

Se a maioria das respostas foi D: você é lindo(a) e poderoso(a), mas assusta todos com sua cara de raiva. Você é Maria Sharapova!

Se a maioria das respostas foi E: você tem talento, mas ainda não atingiu seus objetivos. É antissocial e nerd. Você é Andy Murray!

Se a maioria das respostas foi F: você é calmo, tímido e determinado como pessoa e uma fera na quadra. Você é Rafael Nadal!

Sei que vocês descobriram quem era qual alternativa logo na primeira pergunta, mas embaralhar tudo me daria muito trabalho. Se quiserem, deixem o resultado nos comentários.


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10 jogos malucos de Wimbledon-2012
às 12h51 por Sheila Vieira

Porque agora vivemos no mundo pós-Rosol.

Lukas Rosol v. Rafael Nadal (segunda rodada)
Como um tcheco, número 100 do mundo, ousa derrotar o bicampeão na segunda partida? Em cinco sets! Com uma mistura de total agressividade, um bombardeio de aces, personalidade provocativa e um último game que ninguém que viu esquecerá. Essa partida não mudou nada na vida de Nadal e, provavelmente, pouco influenciará a carreira de Rosol. Porém, toda vez que um grande favorito encontrar um 'journeyman' pelo caminho, vamos nos lembrar desse jogo.

Roger Federer v. Julien Benneteau (terceira rodada)
Um dia depois. Todos ainda assustados, comentando. Haveria uma próxima vítima? Novak Djokovic perdeu o primeiro set para Radek Stepanek, mas virou com tranquilidade. Porém, Federer perdeu os dois primeiros. O buraco era mais embaixo. O quarto set foi disputadíssimo (Benneteau esteve a dois pontos da vitória), mas Federer sobreviveu.

Marin Cilic v. Sam Querrey (terceira rodada)
17/15 no quinto set. 5h31. Segundo jogo mais longo da história do torneio. Sem mais.

Andy Murray v. Marcos Baghdatis (terceira rodada)
Além de encarar um adversário num bom dia, Murray precisou correr para acabar o jogo até as 23h de Londres, horário máximo permitido. Ele teria que vencer o último set em 20 minutos. E não é que o complicado escocês conseguiu?

Yaroslava Shvedova v. Sara Errani (terceira rodada)
Terceiro 'Golden set' da história! 24 pontos a zero. O mais engraçado: as duas não perceberam o que aconteceu durante o jogo.

Tamira Paszek v. Caroline Wozniacki (primeira rodada)
Era um jogo candidato a zebra desde que a chave saiu. A dinamarquesa está lutando para ganhar qualquer partida desde o começo da temporada; a austríaca joga muito bem na grama e vinha de título. Porém, o andamento do jogo foi bem curioso: programado para a quadra 2, a partida teve que ser mudada para a Central. Wozniacki saiu atrás, mas ganhou o primeiro set. A ex-número 1 teve dois match-points, mas Paszek foi muito corajosa e salvou todos. Um dramático terceiro set acabou com vitória da austríaca.

Ernests Gulbis v. Tomas Berdych (primeira rodada)
O letão é como o backhand do Federer: você nunca sabe o que sairá de lá. Mesmo assim, foi incrível como Gulbis não cedeu nenhum set para o finalista de 2010 e sacou com extrema perfeição. Obviamente, na segunda rodada, ele perdeu para um qualifier em cinco sets.

Angelique Kerber v. Sabine Lisicki (quartas de final)
Foi uma partida parecida com Paszek x Wozniacki, mas com desfecho diferente. A tenista de melhor ranking ganhou o primeiro set e teve match-points no segundo (Kerber desperdiçou quatro). Lisicki lutou e levou ao terceiro empolgada, enquanto a top 10 olhava para o chão desolada. Mais uma série de quebras e Kerber achou a vitória, fazendo sua segunda semi de Slam.

Alejandro Falla v. John Isner (primeira rodada)
Isner e suas maratonas em Wimbledon. O colombiano jogou melhor em toda a partida, mas o norte-americano se salvava com aces. Nenhum outro aspecto de seu jogo funcionava com o quique baixo e sua falta de confiança na rede. Mesmo assim, Isner lutou como sempre e chegou ao match-point no tiebreak do quarto set. Perdeu no quinto.

Serena Williams v. Jie Zheng (terceira rodada)
A partida mais dura da pentacampeã no torneio. Zheng, que já foi semifinalista em Wimbledon e no Australian Open, ganhou o primeiro set no tiebreak. Serena reagiu e atropelou no segundo. Seria um passeio no terceiro, certo? Errado. A norte-americana precisou ir até o 9/7. Para ganhar o título, é necessário sobreviver a esse tipo de coisa.


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O caminho de volta
às 20h34 por Sheila Vieira

Se alguém me perguntasse após o US Open do ano passado se eu achava que Roger Federer seria capaz de vencer mais um Grand Slam, eu responderia sem titubear: "É claro! Principalmente em Wimbledon". Porém, caso a próxima questão fosse "ele pode voltar ao número 1?", eu diria: "acho que não".

Novak Djokovic e Rafael Nadal melhoravam a cada dia, Andy Murray aproveitou uma temporada asiática, ganhou três títulos e colocou Federer na quarta posição. O suíço não levava nenhum troféu desde Doha, em janeiro. Era uma montanha grande demais para ser escalada por qualquer um.

Mas ele não é qualquer um.

A volta da confiança veio, curiosamente, em casa. Na Basileia, Federer viu Djokovic cair na semifinal e derrotou Kei Nishikori para levantar a taça. A quadra coberta não viu mais derrotas do suíço no ano: passeios em Paris e Londres, com Jo-Wilfried Tsonga como adversário mais perigoso. A próxima temporada prometia.

Federer parou na semifinal do Australian Open contra Nadal. Ao invés de tirar um período de descanso antes da dobradinha Indian Wells/Miami, o suíço não saiu da quadra. Jogou a Copa Davis (com aquela derrota para John Isner), ganhou os títulos de Roterdã e Dubai (com Djokovic e Andy Murray chave). Pequenos torneios, mas que foram fundamentais para o seu ranking desta segunda-feira.

A boa fase continuou em Indian Wells, mas o corpo cansou em Miami. Derrota para Andy Roddick na terceira rodada e uma pausa necessária. A volta veio no saibro de que ele mais gosta: o de Madri. Com a mudança para o polêmico azul, Nadal e Djokovic se irritaram, enquanto Federer ficou na sua e chegou ao título.

As campanhas no saibro vermelho não foram notáveis. Não podemos dizer que era exatamente o período que ele mais esperava na temporada e, mesmo se estivesse disposto a ganhar tudo, Nadal estava imbatível.

Halle não trouxe um título, mas providenciou um bom aquecimento na grama e deu mais alguns pontinhos para deixar a missão em Wimbledon totalmente em suas mãos: bastava o título. Um dia após Lukas Rosol chocar o mundo ao eliminar Nadal, Federer precisou tirar do coração a virada sobre Julien Benneteau. A rodada seguinte trouxe dores nas costas, mas Xavier Malisse ficou apenas com um set.

A grande provação era a semifinal: Djokovic, justamente aquele que havia virado milagrosamente no US Open. Com uma apresentação inspiradíssima (e uma nada boa do sérvio), Federer chegou à final, na qual encontrou um Andy Murray com o mundo nas costas. Mesmo assim, o britânico começou bem. Mas o suíço teve paciência, atuou perfeitamente com o teto fechado e lutou até o último ponto.

Não se engane com o cabelo sedoso, o uniforme que não suja e as comemorações contidas. Roger Federer é um lutador. Vida longa ao rei de Wimbledon.

Andy 2.0? Acho que é possível avaliar o trabalho de Ivan Lendl como treinador de Murray após três Slam. O saldo é positivo. A postura do britânico nos jogos mais importantes tem sido muito mais corajosa, concentrada e confiante do que antes. Ninguém leva tanta 'pancada' e não aprende suas lições. Djokovic é um que sabe disso muito bem. Talvez, o auge de Murray não venha em uma série invicta, mas em pequenos passos. É o que as pessoas que o seguem há tantos anos, como eu, têm esperança de que aconteça.

E, claro, impossível não se emocionar com o discurso que ele fez. Infelizmente, muitas pessoas ainda têm uma visão preconceituosa e superficial de sua personalidade. Uma pena. Ele é uma das melhores pessoas desse esporte. 

 


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