Sim, eu voltei. Achei que iria conseguir escrever posts diários durante as Olimpíadas, mas não há a menor chance disso acontecer. Além do trabalho, é impossível não assistir com atenção às outras modalidades. De certa maneira, esse tempo foi bom para absorver o impacto do All England Club no torneio e entender como os tenistas chegam às oitavas.
Li nas redes socias (ok, só no Twitter) alguns relatos de pessoas que foram ao AELTC e notaram que o clube em geral está mais vazio, sem a presença da famosa fila diária e nenhuma 'luta' por espaço no Henman Hill. Enquanto as quadras principais sofrem com a melancolia dos lugares vazios, as secundárias têm turistas loucos gritando a cada ponto. Wimbledon encontra a Copa Davis.

Outro aspecto que causava preocupação, a grama, é o ponto negativo. Após um jogo na Quadra Central, já havia um buraco que só vemos na segunda semana de Wimbledon. Além das derrapadas que lembraram o infame 'saibro azul'. De qualquer maneira, não havia como fazer em outro lugar, nem mudar a data de Wimbledon.
Em relação aos favoritos, Roger Federer e Novak Djokovic estão 'empatados': ambos fizeram uma estreia ruim e uma excelente segunda rodada. Andy Murray foi bem nos dois jogos e mostrou que, por mais que o 'expressivo' Ivan Lendl não esteja no camarote, o saque potente permanece, bem como a agressividade (para seus padrões).

Semi-favoritos, Jo-Wilfried Tsonga e Tomas Berdych tiveram destinos diferentes. O tcheco não passou da primeira rodada e o francês fez um jogo duro contra Thomaz Bellucci e uma maratona diante de Milos Raonic. Aproveitando o embalo, reafirmo que sou contra último set longo. É interessante acompanhar o placar, mas geralmente as partidas são ruins por desgaste e deixam o vencedor acabado para continuar. 6/6 já é um ótimo indicador de equilíbrio e o tiebreak oferece mais emoção do que dois tenistas sem capacidade de quebrar o saque alheio.
No feminino, Petra Kvitova tem mostrado maior vulnerabilidade entre as favoritas que ainda estão no torneio. Victoria Azarenka joga como em Wimbledon, bem, mas não o suficiente para bater Serena Williams na semifinal (ou Venus nas quartas?); a norte-americana permanece como favorita para uma final com Maria Sharapova.
Palpites? Sim!!!
Serena x Zvonareva: já foi final de Slam. Hoje, difícil a russa apertar.
Hewitt x Djokovic: veterano sempre pode tirar um set, mas não o jogo.
Murray x Baghdatis: é aquele jogo fácil que sempre acaba complicando.
Wozniacki x Hantuchova: a dinamarquesa tem tido trabalho sempre. Mas passa.
Federer x Istomin: primeiro set equilibrado e o segundo... não.
Azarenka x Petrova: jogo para três e vitória da bielorrussa.
Sharapova x Lisicki: revenge... mas não será fácil.
Ferrer x Nishikori: espanhol está muito bem.
Simon x Del Potro: ataque vence defesa.
Venus x Kerber: para três sets e vitória heroica da campeã de Sydney.
Isner x Tipsarevic: quem ganhar os tiebreaks.
Kirilenko x Goerges: vamos sair do óbvio então... alemã.
Almagro x Darcis: a festa do belga acaba aqui.
Kvitova x Pennetta: a tcheca vai achar um jeito de se complicar e ganhar no final.
Clijsters x Ivanovic: as duas estão jogando bem, mas a belga sente menos pressão.
Tsonga x López: mental ruim vence cansaço.
PS: que sufoco acompanhar o placar de Melo e Soares hoje. Não pudemos ver, mas sentimos daqui a garra dos mineiros.