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Diário do Finals, dia 6
às 19h29 por Sheila Vieira

E eu achava que o Grupo A me obrigaria a fazer contas! No final das contas, o mais complicado acabou sendo o B. Novak Djokovic tenta chegar à final no duelo contra Juan Martin del Potro e Roger Federer enfrenta Andy Murray pela enésima (quinta) vez apenas em 2012.

O clima da torcida estava mais calmo em relação aos primeiros dias. A classificação garantida de Federer fez com que o público britânico quisesse uma partida disputada, ou seja, que Del Potro ameaçasse o hexacampeão. Podemos dizer que eles tiveram exatamente isso.

Del Potro não teve nenhum break-point no primeiro set. Já Federer teve três no oitavo game, todos salvos com bons saques do argentino. Já o 4/4 foi, na minha opinião, o melhor game do torneio até agora. Um dos pontos teve um gran willy de Federer e o outro um de Del Potro (que precisou levantar uma de suas pernas gigantes para conseguir o golpe).

No tiebreak, Del Potro abriu 6-1 com muita rapidez e perdeu mais dois pontos antes de fechar o set. Federer cometeu 21 erros não-forçados na parcial. Porém, o argentino ficou desatento no começo do segundo e sofreu a quebra. Del Potro passeou no terceiro e a 'confusão' começou.

O sistema de classificação para a semifinal do torneio é assim: se houver empate de número de vitórias entre DOIS tenistas, o desempate é pelo confronto direto. Caso haja TRÍPLICE empate, o primeiro critério é saldo de sets.

Portanto, a vitória de Del Potro definiu os dois classificados do grupo, mas não quem ficaria em primeiro. Se David Ferrer vencesse Janko Tipsarevic, o espanhol, o argentino e o suíço ficariam com duas vitórias. Então o desempate seria por saldo de sets e Federer passaria em primeiro.

Já se Tipsarevic triunfasse, apenas Federer e Del Potro somariam duas vitórias. A definição do primeiro colocado seria pelo confronto direto, colocando o sul-americano na liderança do grupo B. Ferrer ensaiou uma derrota ao perder o primeiro set, mas confirmou o favoritismo numa partida de extremo mau humor dos dois jogadores.

O torneio de duplas teve a definição da segunda vaga do Grupo A. Os irmãos Bryan perderam no match-tiebreak para Leander Paes e Radek Stepanek e dependiam de uma derrota de Marcel Granollers e Marc López. No entanto, os espanhóis avançaram em dois sets e continuam em busca do título (além de fazerem uma bela preparação para a Davis).

A partir deste sábado, não há mais contagem de games ou sets. É tudo ou nada, como sempre deve ser no tênis. 


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Diário do Finals, dia 5
às 19h39 por Sheila Vieira

Assim que cheguei à sala de imprensa nesta sexta-feira, peguei a folha que explicava todos os cenários possíveis de classificação para o Grupo A. Eram 10 no total. Porém, no fim das contas, a calculadora nem foi tão necessária. Novak Djokovic e Andy Murray avançaram à semifinal do torneio.

Djokovic teve um primeiro set muito tranquilo contra Tomas Berdych e tudo indicava que o segundo seria outro passeio quando o sérvio abriu 3/1. Porém, a arena começou a empurrar o tcheco (rolou até um 'I love you, Tomas) e Berdych quebrou de volta. O jogo ficou bastante disputado e a frustração de Djokovic era cada vez mais notável.

No tiebreak, Berdych foi superior desde o começo e abriu 4-1, depois 6-3. Djokovic salvou os dois primeiros set-points no seu próprio saque e Berdych desperdiçou o terceiro com um erro. O sérvio viu a linha de chegada e cruzou rumo à semifinal.

Quando Djokovic ganhou o primeiro set, sua classificação já estava garantida. Mas um terceiro set contra Berdych eliminaria Tsonga, fazendo com que Murray enfrentasse alguém já sem ambições no torneio. O francês entrou em quadra como se já estivesse realmente eliminado. O britânico abriu 4/0, fechou em 6/2 e perguntou para o árbitro de cadeira se estava classificado. Aparentemente, disseram que sim, porque Murray jogou de forma bastante displicente no segundo set e Tsonga decidiu 'aparecer'. Foi um susto, mas o número 3 decidiu no tiebreak.

Antes da partida contra Tsonga, circulei pela arena e conversei com alguns torcedores britânicos a respeito da desconfiança que o país ainda tem com Murray. As respostas foram muito parecidas: por mais que o escocês tenha melhorado muito neste ano, principalmente no quesito comportamental, ainda não é aquele nome em que se aposta para um grande torneio.

Nas duplas, a primeira partida foi um confronto direto pela semifinal: Daniel Nestor e Max Mirnyi, atuais campeões, foram eliminados por Mahesh Bhupathi e Rohan Bopanna. Os indianos passaram em segundo lugar, após Jonathan Marray e Frederik Nielsen, que perderam a partida de 'cumprir tabela' contra Robert Lindstedt e Horia Tecau.

A programação também teve uma pequena homenagem para Juan Carlos Ferrero. O ex-número 1 do mundo recebeu um troféu na presença de Nicolás Almagro, Marcel Granollers, Marc López, David Ferrer, Alex Corretja e Novak Djokovic. Andy Murray e Roger Federer mandaram mensagens pelo telão.

Já a entrevista de Djokovic rendeu declarações interessante do sérvio a respeito de Bernard Tomic, que pulou as semanas finais da temporada e se envolveu em mais uma confusão com a polícia australiana. "Não é a coisa certa para ele neste momento da carreira. Ele precisa encontrar uma maneira de se focar no tênis se quiser ser um dos melhores do mundo. Ele já provou que tem habilidade, qualidade e talento. Mas isso não é o suficiente para alguém que quer jogar no nível mais alto".

Os oito jogadores em Londres nesta semana só chegaram onde estão porque aprenderam cedo esta lição.


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Diário do Finals, dia 4
às 20h19 por Sheila Vieira

Diria que esse foi o dia mais morno da competição até agora. O clima já era leve na entrada da arena, onde os gritos de "Roger" não eram tão fortes quanto terça-feira. Por outro lado, as bandeiras espanholas apareceram em peso na torcida, além de algumas faixas lembrando de Nadal.

Desde o começo do confronto entre Federer e Ferrer, o suíço não estava encaixando o primeiro serviço. No meio da parcial, ele tinha apenas 39% de acerto. Porém, como o próprio número 2 disse após a partida, o segundo saque foi muito eficaz e manteve o espanhol sem muita chance de atacar.

Federer abriu 3/0, mas Ferrer conseguiu empatar em 3/3. Os dois confirmaram seus serviços até o espanhol fazer um péssimo game em 4/5. Diante de um 'não-freguês', Federer provavelmente não teria escapado desse set.

Ferrer cuidou melhor do saque no segundo set, mas não teve muitas chances no tiebreak. Sua postura na entrevista após o jogo mostrou muito bem como Ferrer aceita bem as derrotas. O que explica também sua dificuldade para ganhar dos membros do top 4.

No torneio de duplas, Leander Paes e Radek Stepanek se classificaram para as semifinais ao derrotarem os espanhóis Marcel Granollers e Marc López. Os dois fizeram de novo aquela 'dança do acasalamento' bizarra. Em seguida, houve o primeiro triunfo dos irmãos Bryan, contra Aisam-ul-Haq Qureshi e Jean-Julien Rojer.

A sessão noturna teve o atropelamento de Janko Tipsarevic por Juan Martin del Potro, apesar da torcida pelo sérvio (na verdade, por um jogo disputado) e da senhora na fila da minha frente, que chegou a rezar quando Janko preparava um smash. O amigo de Djokovic está eliminado pelo saldo de sets, Del Potro depende de si mesmo ("basta" vencer Federer) e Ferrer precisa ganhar e torcer para o suíço.

Chegamos exatamente na metade do torneio. É hora da calculadora e de ver quem está preparado para a semifinal.

Hoje conversei com o André Silva, diretor do torneio. Sim, ele é brasileiro. A entrevista está aqui.


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Diário do Finals, dia 3
às 20h13 por Sheila Vieira

A grande notícia do dia no ATP Finals foi a renovação do contrato com Londres para mais três temporadas. O comunicado oficial enfatizou bastante o grande público que a Arena O2 recebe desde 2009 e o patrocínio do banco Barclays. Isso talvez explique por que o Rio não conseguiu emplacar sua candidatura: a ATP ainda não tem uma prova concreta de que há um público para um torneio tão grande de tênis no Brasil, além da dependência que os eventos esportivos brasileiros têm de dinheiro público.

Após andar pela primeira vez por toda a arena O2, é difícil discordar da decisão da ATP. O local é basicamente um shopping: há cinema, todos os tipos de restaurantes (incluindo uma churrascaria brasileira), lojas, fan zone, um museu sobre a música pop britânica e quadras de treino abertas ao público. Sem falar que está ao lado do metrô. Temos algo parecido com isso?

Em quadra, Andy Murray e Novak Djokovic entregaram o que prometiam: uma partida repleta de reviravoltas, break-points, ralis e agilidade. Havia visto os dois jogando suas estreias nesta semana, mas a percepção é bem diferente quando um está enfrentando o outro. Aquela bola que está tão próxima do chão de repente encontra uma raquete nas mãos de alguém incrivelmente rápido ou flexível.

Murray começou o jogo mais agressivo e conseguiu a quebra logo no primeiro game. O momento mais tenso do britânico no set foi sacando em 4/3, quando saiu de um 30-30 com um ace. Nos nove primeiros games, Djokovic fez apenas dois winners.

O momento que virou a partida teve os jogadores fugindo de suas características.  Em 2/2 no segundo set, quando Djokovic fez um voleio de reflexo e chegou ao break-point. Murray então tentou um saque-voleio. Acertou o saque, mas errou o voleio. Djokovic administrou tranquilamente o set desse lance em diante.

No terceiro set, cada game de serviço era um martírio para Murray. Após ser quebrado no terceiro game, o britânico evitou uma segunda quebra num game de mais de 10 minutos. Com a ajuda da gritaria do público (e do rapaz da iluminação, que sempre deixava a luz mais forte nos pontos importantes vencidos por Murray), o número 3 fez três games seguidos.

Os juízes de linha, pouco inspirados nesta partida, quase evitaram a reação de Murray. O britânico só quebrou Djokovic ao pedir a revisão no desafio. Passou o 4/4, o 5/5 e o sérvio viu mais duas oportunidades: a primeira salva com um ace, a segunda aproveitada. Fim de jogo, certo? Errado. Murray chegou ao 15-40 quando Djokovic sacava para a partida. Desta vez, os dois breaks foram salvos e o número 1 prevaleceu.

Djokovic e Murray talvez tenha sido o 'confronto' da temporada, como Djokovic e Nadal em 2011. O estilo dos dois é tão parecido, que é difícil prever quem tentará algo diferente. Também deixa mais claras as diferenças emocionais dos tenistas. Para Murray, fica o consolo de ter sido o vencedor do jogo que mais valia entre todos os sete que fizeram neste ano.

A sessão da noite teve a primeira classificação às semifinais na chave de duplas, justamente dos convidados. Jonathan Marray e Frederik Nielsen, que só entraram no torneio porque venceram Wimbledon, derrotaram Bopanna e Bhupathi na estreia e garantiram vaga com a vitória sobre Daniel Nestor e Max Mirnyi.

Se Tsonga derrotasse Berdych, Djokovic estaria classificado também para a semifinal. Porém, o tcheco conseguiu seu primeiro triunfo em Londres. Como esperado, foi um jogo de potência, grandes saques, devoluções mais fracas e pontos rápidos. Berdych teve mais break-points durante toda a partida e também contou com uma notável queda de rendimento de Tsonga no terceiro set. Ninguém está matematicamente dentro ou fora no Grupo A, mas a probabilidade de Djokovic e Murray passarem é ainda maior com os jogos que restam.


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Diário do Finals - dia 2
às 20h36 por Sheila Vieira

O segundo dia do ATP Finals teve a primeira rodada do Grupo B no torneio de simples. Antes do jogo entre Roger Federer e Janko Tipsarevic começar, eu ouvia cantos fortes de uma torcida ao fundo, sem identificar o que estavam dizendo. Como era algo num ritmo de torcida organizada de futebol, presumi que se tratava se argentinos à espera de Juan Martin del Potro à noite.

Porém, quando entrei na arena para o jogo, percebi que a invasão era suíça. Ou, pelo menos, pessoas do mundo inteiro que se fantasiaram de Suíça. Encontrei na entrada um grupo de argentinos que carregava uma bandeira para o hexacampeão e outra para Del Potro. A entrada de Federer parece a de Michael Jackson num show. Gritos ensurdecedores, flashes em todas as cadeiras e pessoas com expressão de puro choque, como se não acreditassem que ele é real.

Após um set de muitos 'Go Roger' entre cada ponto, alguns ousados começaram a incentivar Tipsarevic, afinal, o jogo não estava muito disputado. O sérvio tentou, porém, como ele mesmo disse depois, não havia o que fazer contra o Federer de hoje. O suíço não conseguiu ficar muito tempo em quadra assiando autógrafos porque a ATP havia preparado um evento logo em seguida.

Novak Djokovic foi chamado à quadra para receber dois troféus: o de número 1 do mundo no final da temporada e o prêmio humanitário Arthur Ashe. Foi um curioso momento ouvir Jim Gimelstob dizer repetidas vezes 'o melhor jogador do mundo' para Djokovic, com todas aquelas bandeiras da suíça em volta. Porém, o discurso doce do sérvio arrancou aplausos sinceros do público.

A entrevista coletiva de Federer foi em grande parte uma sessão de nostalgia. O suíço lembrou (a pedido dos jornalistas) a campanha que fez no Finals de 2003 e a derrota para Juan Martin del Potro no torneio em 2009. Então veio a primeira pergunta engraçada: "Você tem uma boa memória no geral ou somente no tênis?". Resposta: "Não sei. Vocês precisam me testar (risos)".

A segunda foi assim: "Você tem uma ótima memória. Sabemos que você é ótimo na quadra de tênis e é muito articulado. Há algo que você não saiba fazer bem?". Resposta: "Não sei cozinhar. Não sei fazer várias coisas. Gostaria de ser assim. Não sei andar de skate. Adoraria isso. Há muitas coisas para eu tentar melhorar ou aprender do começo. Estou longe da perfeição".

Tenho duas coisas em comum com o Federer: também não sei cozinhar e andar de skate.

Todo esse poder de estrela de Federer teve uma espécie de antídoto em Jonathan Marray e Frederik Nielsen. A dupla que chocou o mundo do tênis ao vencer Wimbledon (e conseguir vaga no Finals por isso) derrotou Bhupathi e Bopanna na estreia e o dinamarquês deu uma declaração curiosa sobre o abismo entre as carreiras de alguns jogadores que dividem a mesma arena. "Estamos sentados numa entrevista após uma vitória na arena O2. Normalmente, eu estaria no vestiário em Loughborough pensando no que deu errado no meu jogo do quali de simples".

O segundo jogo de duplas do dia teve vitória de Leander Paes e Radek Stepanek. Ao salvarem um break-point no ponto decisivo, os dois fizeram uma espécie de dança do acasalamento. O tcheco e o indiano têm essa mania de comemorar com seus rostos excessivamente próximos e confesso que acho isso muito estranho e divertido ao mesmo tempo.

As únicas estreiam que restavam eram de David Ferrer e Juan Martin del Potro. Antes do jogo, o confronto direto entre os dois apontava 5 a 2 para o espanhol. Pode parecer estranho, pelo poder de ataque do argentino, mas a partida desta terça (como as outras entre eles) mostrou como Ferrer consegue manter o argentino em movimento.

Além de se defender de forma incrível, o trintão está constantemente mudando a direção da bola e forçando Del Potro a bater fora de posição. Foi o melhor jogo do torneio. Vamos ver se Djokovic e Murray podem superá-lo nesta quarta-feira.


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Diário do Finals - dia 1
às 19h54 por Sheila Vieira

Na entrada da Arena O2, o que mais chamou minha atenção foi o grupo que se formava para tirar fotos ao lado do cartaz de Roger Federer. Havia um para cada jogador do torneio, mas o público queria se fotografar somente ao lado do suíço. Imagino só o barulho quando o hexacampeão entrar em quadra nesta terça.

A primeira entrevista justamente do primeiro adversário de Federer: Janko Tipsarevic. A maioria das perguntas foi em relação ao abandono contra Jerzy Janowicz em Paris. O sérvio reconheceu que fez um calendário muito cheio em 2012 e deve tentar diminuí-lo no próximo ano.

A arena encheu para o jogo de Murray contra Berdych. Foi o primeiro jogo do britânico em Londres desde as Olimpíadas, então a saudação para ele foi emocionante. Imediatamente depois, reparei que seu novo uniforme é um tanto, digamos, apertado.

Logo no primeiro game, Berdych já precisou salvar dois break-points para confirmar o saque. No quinto game, Murray teve mais três chances. A primeira foi salva com um ace; a segunda com um saque que colocou o britânico na defensiva até o winner; a terceira com outro serviço rápido e uma bola vencedora.

Enquanto isso, os jornalistas britânicos trocavam impressões sobre o jogo. Quando um reclamou dos break-points perdidos, o outro respondeu: "Calma, ainda nem chegamos nos match-points". Uma clara referência às três últimas derrotas de Murray, todas quando ele esteve a um ponto de ganhar.

Restava saber se Murray esqueceria rapidamente dos break-points e confirmaria seu saque. Não. O britânico viu Berdych abrir 5/2 e salvar mais uma chance de quebra antes de marcar 6/3. O game deu início à virada foi o terceiro do segundo set, quando Murray saiu de 15/40 e não permitiu que o tcheco abrisse vantagem. A vibração do número 3 e do público indicou que essa era a hora de pressionar o tcheco.

Berdych precisou muito do primeiro saque durante o jogo, já que Murray conquistava mais de 60% dos pontos no segundo. Porém, essa arma foi ficando cada vez mais rara, principalmente no set decisivo. Murray ganhou na parcial decisiva e depois contou na entrevista em quadra que ainda não recebeu o troféu do US Open (a miniatura que fica com cada campeão).

O dia também teve a primeira aparição de David Ferrer em Londres, já que o espanhol estava em Paris, onde foi campeão no domingo. Juntando o cansaço com sua dificuldade de falar inglês, não foi uma entrevista muito produtiva. O momento mais interessante foi quando Ferrer disse que não mudaria nada se ele passasse Rafael Nadal no ranking, já que seria apenas por causa da lesão de Rafa.

A sessão noturna começou com um grande jogo de duplas entre os espanhóis Marc López e Marcel Granollers e os irmãos Bryan. Muitos pontos divertidos, aula de voleios e muita garra dos europeus. Marc fez uma dupla-falta que levou o jogo ao match-tiebreak e os Bryan estiveram à frente do placar até o 9-8. Marc e Marcel então ganharam três pontos seguidos e bateram os gêmeos por 11-9. Os Bryan não cumprimentaram o árbitro Lars Graff no final do jogo.

Fechando a noite, Novak Djokovic e Jo-Wilfried Tsonga. O sérvio já precisou salvar um break-point no primeiro game e pareceu desconfortável em todo o primeiro set. Em 5/5, o número 1 se jogou para defender uma bola e acabou levando um tombo, além de precisar virar um 0-30. Já no tiebreak, Tsonga cometeu uma série de erros e acabou saindo mentalmente da partida. Dessa maneira, o Grupo A fica com Djokovic na frente e Murray logo em seguida. Os dois se enfrentam na quarta-feira. Compre sua pipoca.


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