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Diário do Finals - Sem chocolate hoje
às 00h05 por Sheila Vieira

"Sem chocolate hoje, desculpe". Essa foi a primeira coisa que Novak Djokovic disse aos jornalistas após vencer o ATP Finals. Para quem não acompanhou, o sérvio distribuiu chocolates à mídia ao vencer a semifinal contra Juan Martin del Potro. Tudo divertido e tranquilo na Djokerland então, certo?

Não exatamente. Há mais de duas semanas, Srdjan Djokovic vem lutando contra problemas respiratórios e chegou a ficar internado. O número 1 chegou a fazer um bate-e-volta entre Paris e Belgrado. Djokovic sempre desconversava quando se perguntava sobre seu pai, mas afirmou que dedicava seu troféu a ele.

O que tudo isso influenciou no desempenho de Djokovic durante o torneio? Nem tanto, talvez. Era esperado que o sérvio passasse por Jo-Wilfried Tsonga, tivesse talvez dificuldades contra Tomas Berdych e fizesse uma partida dura contra Andy Murray. Além disso, Nole já virou praticamente um especialista em reverter placares em jogos importantes. Mesmo quando não conseguiu a vitória (final do US Open), é quase certo que ele encontrará uma maneira de forçar o empate e deixar o adversário em dúvida, nervoso.

Federer não escapou, apesar de ter feito uma boa partida, com alguns pontos de virar hit no YouTube. Não acho difícil de entender por que o suíço ainda está jogando tênis. É mais incompreensível perguntá-lo sobre qual é a sua motivação. Jogar bem, estar entre os melhores, disputar títulos e ser amado no mundo inteiro é mais do que suficiente.

Não podemos esquecer, o dia também teve outros campeões: Marcel Granollers e Marc López ou, como eu costumo chamar, os manos do Rafa. Ambos são amigos do número 4 do mundo e jogaram com ele ocasionalmente. A dupla realmente deu certo, com a supervisão do capitão da Davis Alex Corretja, e coloca mais um elemento interessante na decisão que haverá em Praga neste final de semana.

Destaco dois momentos da premiação das duplas: Granollers dizendo "desculpe por meu inglês, vou tentar o meu melhor" e os dois mordendo o troféu. Sim, Rafa, realmente fez falta em Londres.

O que posso dizer para encerrar esse diário é que foi uma honra acompanhar os melhores do mundo jogando diante de um público entusiasmado, num local preparado para receber grandes eventos. Não tenho do que reclamar das condições para a imprensa. A rede sem fio não chegava na quadra, mas tínhamos transcrições das entrevistas com rapidez, estatísticas, dados importantes e anúncios. Além disso, água à vontade, um lounge e um restaurante (pode parecer frescura, mas jornalistas costumam ter alimentação desregulada).

É hora de voltar para casa e da montanha ir até Maomé. Hora de Djokovic e Federer conhecerem o Brasil.


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Diário do Finals, dia 7
às 20h43 por Sheila Vieira

Quem é o melhor jogador da temporada? O que somou mais pontos e chegou mais vezes às fases finais dos torneios ou quem escalou a montanha do número 3 ao 1, vencendo um Slam após dois anos? Uma parte da resposta será dada nesta segunda-feira, às 18h. Novak Djokovic e Roger Federer fazem o duelo mais equilibrado possível entre os oito participantes do torneio.

Pela semifinal, Djokovic e Juan Martin del Potro fizeram um primeiro set disputadíssimo, com chances de quebra para os dois lados. O argentino aproveitou primeiro e num momento crucial: em 4/4. Nesta parcial, o sérvio venceu apenas 33% dos pontos no segundo serviço e cometeu o dobro de erros não-forçados do argentino.

A situação ficou ainda mais complicada para Djokovic quando Del Potro quebrou no terceiro game do segundo set, após um curioso ponto de várias trocas de slices. Porém, o sérvio devolveu logo em seguida e, pela milésima vez na carreira, saiu da 'tumba' para conquistar a vitória.

O momento mais divertido do dia foi na coletiva de imprensa do número 1 (que atrasou bastante, diga-se), mas compensou de uma maneira bem especial: dando chocolates a todos os jornalistas. O sérvio pegou caixinhas com bombons e foi a cada fileira oferecê-los à imprensa. Posso compartilhar que o chocolate era ótimo. Infelizmente, não encontrei fotos.


Obrigada pelo chocolate, Nole.

Já Del Potro mostrou o quanto quer dar um tempo de tênis agora. Ao ser perguntado se assistiria ao jogo entre Federer e Murray, o argentino foi sincero: "Vou ver futebol".

Eu, ao invés de ver o título do Fluminense e o rebaixamento do Palmeiras, fui à quadra acompanhar a segunda semifinal do dia. A torcida estava majoritariamente com Federer, entre suíços, pessoas de diversos países e até mesmo britânicos. Houve um momento em que Murray foi trocar de raquete e foi muito vaiado pelo público justamente no final do primeiro set, o momento mais crítico do jogo.

O britânico quebrou no primeiro game da partida e abriu 4/2 de vantagem, mas Federer ganhou três games seguidos e também virou o placar no tiebreak. O suíço foi infinitamente superior no segundo set e está pela oitava vez na decisão do Finals. Com a torcida contra numa quadra coberta, acho improvável que Djokovic vença sua última partida de 2012.

A final de duplas será entre entre Índia e Espanha. Rohan Bopanna e Mahesh Bhupathi jogaram pior do que Leander Paes e Radek Stepanek em praticamente todo o jogo, mas viraram um 3-7 no match tiebreak e venceram. Já Marcel Granollers e Marc López não tiveram dificuldades contra Frederik Nielsen e Jonathan Marray.

Falta apenas um dia.

 


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