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10 jogos marcantes de 2012 – ATP
às 13h47 por Sheila Vieira

Em ordem cronológica:

Djokovic v. Murray – semifinal do Australian Open

O sérvio estava sob enorme pressão. Uma derrota na semifinal já faria com que ele perdesse mais de mil pontos no ranking. Já Murray tinha que provar que Ivan Lendl não era apenas mais uma pessoa assistindo de perto às suas derrotas em partidas decisivas. Djokovic ganhou o primeiro set com facilidade, Murray venceu o segundo e um disputadíssimo terceiro. Em seguida, o britânico cansou e foi atropelado no quarto set. Com moral, o sérvio abriu 5/2 no quinto e o jogo parecia liquidado. Porém, Murray empatou em 5/5 e chegou a ter um break-point para sacar em 6/5. No final, deu Djokovic por 7/5 e permaneceu a dúvida: Murray está cada vez mais perto ou suas chances estão acabando?

Djokovic v. Nadal – final do Australian Open

Não sei se foi a melhor partida do ano, mas certamente foi a mais desgastante, tanto para os jogadores quanto para quem assistia. Além disso, foi o jogo de tênis que mais mobilizou pessoas que geralmente não acompanham esse esporte. Não me esqueço daquela manhã de domingo em que todas as pessoas do meu Twitter comentavam Djokovic x Nadal. Foi o assunto do dia e do próximo dia. Ofuscou o futebol. Uma batalha incrivelmente física com lances geniais e uma aula de resistência e amor pelo esporte do sérvio e do espanhol.  Cinco horas e 53 minutos, a final de Slam mais longa da história. Djokovic rasgando a camisa. A cerimônia de premiação com os finalistas se apoiando nos joelhos até que alguém trouxe cadeiras. Um dia especial.

Isner v. Federer – primeira rodada da Copa Davis

Uma característica do tênis masculino nos últimos anos é a dominância do Quarteto. Qualquer derrota de um deles para jogadores quem não estejam nesse grupo é uma zebra descomunal. Apesar de não ter sido a maior zebra do ano, a vitória de John Isner sobre Federer na Copa Davis foi marcante por alguns motivos. Primeiro: o jogo era na Suíça. Segundo: era no saibro, terreno que os norte-americanos odeiam e onde Federer se vira muito bem. Terceiro: era uma partida muito importante, já que Wawrinka havia perdido para Fish anteriormente. Quarto e, na minha opinião, o mais interessante: Federer fez mais aces do que Isner nesse jogo.

Djokovic v. Tsonga – quartas de final de Roland Garros

Essa zebra ficou no quase. Seria algo muito grande: o número 1 da França chegando à semifinal. Tsonga perdeu o primeiro set rapidamente, mas se recuperou vencendo o segundo e o terceiro. No quarto, o francês teve quatro match-points. Todos salvos de maneira absurdamente corajosa pelo sérvio. No quinto, Tsonga desabou mentalmente. Enquanto os jogadores saiam da Philippe Chatrier, o público olhava atordoado pelo ‘terremoto’ que havia acontecido.

Nadal v. Djokovic - final de Roland Garros

O jogo que deu o recorde de títulos de Roland Garros a Rafa foi extremamente nervoso. O espanhol ganhou os dois primeiros sets, Djokovic quebrou seu próprio banco com um chute, a garoa caía, mas não havia interrupção. Quando aconteceu, irritou os dois tenistas. O sérvio venceu o terceiro e tinha uma quebra de vantagem no quarto. Será que Nadal perdia a quarta final de Slam seguida para o rival, desta vez em Paris? Houve o adiamento do resto da partida para a segunda-feira. Nadal quebrou logo de cara e terminou sua vitória, que acabou sendo sua verdadeira despedida de 2012.

Rosol v. Nadal – segunda rodada de Wimbledon

Maior zebra do tênis nos últimos cinco anos (pelo menos), o jogo foi o último que Nadal disputou em 2012. As condições físicas do espanhol não eram ideais e, se fossem, talvez os saques do tcheco encontrariam mais a raquete de Rafa. Porém, os méritos de Rosol não podem ser relevados. O tcheco atacou brilhantemente, não tremeu, segurou o tranco fisicamente e conseguiu tirar Nadal do sério. Rosol foi Soderling no que o sueco tinha de mais particular. 

Federer v. Murray – final de Wimbledon

Valia muito para os dois. Federer voltaria a ser o número 1 do mundo e venceria seu primeiro Slam em dois anos. E Murray... bem, seria o primeiro britânico a vencer um Slam desde 1936. Wimbledon foi uma necessária reação do suíço e do britânico após quatro finais de Slam seguidas entre Nadal e Djokovic. Justo que tenha acontecido na grama, onde os dois se sentem muito confortáveis. Murray ganhou o primeiro set e teve chances no segundo, mas Federer levou a melhor na parcial e cresceu. Com a chuva e o teto fechado, não houve reação. Restou a Murray fazer um discurso sofrido e emocionado, que trouxe a opinião pública para o seu lado, algo que o ajudou muito um mês depois.

Federer v. Del Potro - semifinal das Olimpíadas

O jogo em que mais senti pena dos tenistas depois de Djokovic x Nadal de Melbourne. Foram quatro horas e 26 minutos em três sets debaixo do sol londrino. O argentino fez uma excelente partida e resistiu bem mentalmente. Porém, no físico, o cara de 31 anos era mais forte. Assim que a partida acabou, Federer beijou a bandeira suíça em sua camisa e Del Potro ficou desolado. Porém, o argentino ganhou um merecido prêmio de consolação na medalha de bronze.

Murray v. Federer – final das Olimpíadas

Murray disse em Wimbledon que estava “getting closer”. Nos Jogos Olímpicos, ele chegou. Uma partida agressiva e criativa do britânico junto à inconsistência de Federer resultou num jogo de três sets incrivelmente rápido. Não era um Slam, mas era uma vitória numa partida de cinco sets contra Federer na Quadra Central com a bandeira britânica em sua roupa e no pódio. Naquele momento, a Inglaterra não podia negá-lo. 

Murray v. Djokovic – final do US Open

O US Open da ventania não poderia acabar de outra maneira. A final foi uma bagunça. As condições na quadra prejudicaram bastante a qualidade do jogo. Com mais variação, Murray acabou levando os dois sets de forma nervosa. O britânico jogou de forma bem diferente da final das Olimpíadas: foi o Murray defensivo, do contra-ataque, dos ralis, da hesitação. O vento parou de soprar quando Djokovic venceu o terceiro set e conseguiu a quebra no quarto. Já no final do penúltimo set, no entanto, o britânico estava melhor. A superioridade foi demonstrada no quinto set, no qual Djokovic não tinha mais força para continuar. Em sua quinta final de Slam, Murray finalmente quebrou o jejum.

Djokovic v. Federer – final do ATP Finals

Os dois tenistas que mais somaram pontos na temporada se encontraram no seu encerramento. Djokovic vinha de uma campanha impecável, enquanto Federer sofreu uma derrota para Del Potro e depois compensou com um belo triunfo sobre Murray. O suíço teve uma quebra de vantagem nos dois sets, chegou a sacar para o segundo, mas o ‘highlander’ sérvio atacou de novo. Após muitas jogadas plásticas, Djokovic fechou 2012 com uma passada de backhand.

Menções honrosas: Nadal v. Federer (semifinal do Australian Open), Isner v. Djokovic (semifinal de Indian Wells), Federer v. Del Potro (quartas de Roland Garros), Federer v. Benneteau (Wimbledon), Ferrer v. Tipsarevic (quartas do US Open), Djokovic v. Murray (final de Xangai) e Del Potro v. Federer (final da Basileia).

Os 10 jogos mais marcantes da WTA serão publicados nesta quarta-feira.


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Guia de SP para Federer
às 09h39 por Sheila Vieira

Roger Federer está chegando ao Brasil para liderar um grande evento de exibição em São Paulo a partir de quinta-feira. Como boa paulistana que sou, estou me oferecendo para ser a guia turística do suíço nesse período (kidding, não estou). Veja como seria o meu roteiro de visitas pela cidade com o campeão de 17 Grand Slam:

Terraço Itália: após descansar de uma longa viagem, Federer pode jantar com seus acompanhantes em um dos lugares mais tradicionais da cidade, que também funciona praticamente como observatório de São Paulo, por estar a 165 metros do chão.

Cidade Universitária: meu primeiro passo com Federer na manhã paulistana seria no campus do Butantã da USP. Além de ser um lugar bom para fazer uma corridinha, ou até mesmo pedalar, a universidade poderia usar o suíço para dar palestras para diversos estudantes. Federer depois passaria na comunidade São Remo, que está ali ao lado, para inaugurar uma quadra (Djokovic feelings).

Oscar Freire: hora de fazer compras! Com as melhores lojas estrangeiras e brasileiras, Federer pode comprar os presentes de Natal para dona Lynette, Mirka, as gêmeas, Severin Luthi e até levar umas camisas novas para o Wawrinka.

Árvore de Natal do Ibirapuera: um programa mais light para compensar as horas andando pela cidade. Perto do ginásio onde Federer jogará, está a alta e iluminada árvore de Natal no lago. Há uma apresentação bonita com música e tudo. Ele pode filmar e colocar no Facebook depois.

Obras do Itaquerão: no meu roteiro, não poderia faltar algo da Zona Leste. Portanto, eu levaria o número 2 do mundo às obras do estádio do Corinthians. Federer poderia dar entrevistas durante o longo caminho, bater uma bola com o Ronaldo e dar autógrafos para os trabalhadores que estão colocando o estádio da abertura da Copa do Mundo de pé.

Museu do Futebol: continuando no clima futebol, um lugar obrigatório é o Pacaembu. Além do estádio, há o museu, que tem um método de exposição muito interessante e moderno, apostando no audiovisual e nas sensações, principalmente na seção das torcidas.

Rua Augusta: se Federer quisesse experimentar as baladas paulistanas, eu o levaria para a travessa da Avenida Paulista. Sim, ela é conhecida por "outros motivos", mas atualmente tem diversos lugares para se divertir e ouvir boa música. Se ele achasse muito pesado, era só andar até a Paulista para ver as luzes de Natal que param o trânsito.

Mercado Municipal: o café da manhã seria, obviamente, o sanduíche de mortadela. Espero que Federer possa furar a fila gigante para receber o seu. O suíço também compraria nossas deliciosas frutas e comidas tropicais.

Karaokê da Liberdade: além de conferir as lojas de bugigangas no fofo bairro japonês, Federer faria um show num karaokê (outra coisa para postar no Facebook). A lista de músicas desses lugares é tão completa, que deve ter até bandas suíças.

Praça Roosevelt ou Vida Madalena: barzinhos para fechar a programação,  até porque tem jogo no dia seguinte!

Importante: não sei qual é a programação real do Federer em São Paulo.

Importante: a ideia deste post veio da Lhys.


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