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10 jogos marcantes de 2012 - WTA
às 13h31 por Sheila Vieira

Demorou, atrasou, mas está aqui. Em ordem cronológica:

Clijsters v. Li - oitavas de final do Australian Open
Um confronto muito esperado desde que a chave saiu, por ser a reedição da final de 2011 e, provavelmente, o último jogo de Clijsters na Rod Laver Arena. A belga esteve pertíssimo da eliminação no segundo set, quando Li abriu 6-2 no tiebreak. Porém, como de costume, a chinesa sentiu a pressão e perdeu em três sets. Clijsters perderia apenas na semifinal para Azarenka.

Azarenka v. Sharapova - final do Australian Open
O jogo em si não foi muito emocionante. Sharapova abriu 3/0 no primeiro set e depois não fez mais nenhum game. Porém, a partida marcou a ascensão de Azarenka ao grupo de vencedoras de Slam e à liderança do ranking mundial, deixando a russa, Caroline Wozniacki e Petra Kvitova para trás.

Sharapova v. Li - final de Roma
Uma das viradas clássicas de Sharapova e derrotas clássicas da chinesa. Li ganhou o primeiro set por 6/4 e abriu 4/0 no segundo. Em seguida, a chinesa começou a errar cada vez mais e perdeu seis games seguidos. Terceiro set e a vez de Sharapova perder a vantagem de 4/1. Em 6/6, a chuva apertou e paralisou o jogo. Na volta, o tiebreak foi apertado, debaixo de garoa, e vencido pela russa. As duas se encontraram na rede dando risada.

Razzano v. Serena - primeira rodada de Roland Garros
A partida foi sensacional. Serena venceu o primeiro set, foi ao tiebreak do segundo e abriu 5-1. Porém, a grande campeã fraquejou diante da tenista local. Serena levou a virada no tiebreak e chorou em seu banco. Desorientada, perdeu cinco games seguidos no terceiro set. Então foi a vez de Razzano tremer. Serena devolveu uma das quebras e lutou no épico 5/3. Foram 23 minutos, 12 deuces e cinco match-points salvos, até que a francesa se tornou a primeira tenista a bater Serena na estreia de um Slam.

Sharapova v. Errani - final de Roland Garros
A partida foi extremamente fácil para a russa, mas foi impossível não se emocionar com sua comemoração. Não era 'apenas' um título de Slam. Era o Career Slam. O símbolo de todo o esforço que a russa fez após a cirurgia no ombro, sua evolução no saibro e liderança do ranking naquele momento.

Shvedova v. Errani - terceira rodada de Wimbledon
A cazaque fez um Golden Set. Sem mais.

Serena v. Sharapova - Olimpíadas
A dúvida era se Sharapova conseguiria ameaçar Serena na grama, algo que sabemos ser uma missão praticamente impossível. Acabou sendo um massacre de 6/0 e 6/1, marcando definitivamente a volta de Serena ao posto de melhor jogadora do mundo. Sharapova não foi a única vítima. Todas as adversárias da norte-americana foram pisadas até a medalha de ouro.

Robson v. Clijsters - segunda rodada do US Open
Quem seria a tenista a aposentar Clijsters? Uma garota de 18 anos. Robson fez a partida de sua vida contra a simpática belga e engrenou no circuito. Em seguida, derrotou Na Li e perdeu nas oitavas para Samantha Stosur.

Azarenka v. Stosur - quartas de final do US Open
Jogo de altíssimo nível técnico e decidido no tiebreak do terceiro set. A bielorrussa ganhou o primeiro set com facilidade, mas a australiana mostrou grande poder de reação e levou ao terceiro.  Azarenka e Stosur fizeram jogadas espetaculares, como a curtinha de backhand da número 1 após correr para pegar uma bola que havia tocado a rede. No tiebreak, Azarenka abriu 4-0, perdeu os minibreaks, mas alcançou a semifinal em Nova York.

Serena v. Azarenka - final do US Open
Ao mesmo tempo em que um massacre de Serena seria bem possível, a norte-americana tinha memórias péssimas de suas últimas participações em Nova York. O primeiro set indicava que a primeira opção era a correta: 6/2 para Serena. O primeiro game do segundo foi uma quebra para a norte-americana. Porém, Azarenka reagiu, empatou e o nervosismo tomou conta de Serena. Terceiro set. Em 3/3, a bielorrussa quebrou de zero o saque da tenista da casa. Em 5/4, ela sacou para o título. Não ganhou mais nenhum game. 7/5 para Serena, 15º Slam e fim de trauma.

Menções honrosas: Makarova v. Serena (Australian Open), Azarenka v. Cibulkova (Miami), Sharapova v. Azarenka (Stuttgart), Kanepi v. Wozniacki (Roland Garros), Kerber v. Lisicki (Wimbledon), Serena v. Radwanska (Wimbledon), Kerber v. Venus (US Open), Bartoli v. Kvitova (US Open), Sharapova v. Bartoli (US Open), Radwanska v. Errani (Masters de Istambul) e Azarenka v. Kerber (Masters de Istambul).


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Eu vi... a Federer Tour
às 12h11 por Sheila Vieira

Eu vi o Federer parar para dar autógrafos todas as vezes que saía ou chegava em algum lugar.


Eu vi a Serena dizer que sua meta no Brasil era comprar biquínis.

Eu vi Serena dizer que achava biquínis para a Venus e acabava pegando para ela mesma.

Eu vi a Azarenka dançar Teló e fazer embaixadinha.

Eu vi a Azarenka treinando as embaixadinhas na manhã do jogo.

Eu vi o Federer bater bola com o Guga e a Maria Esther Bueno. Eu falei com ela pela primeira vez.


Eu vi o Tsonga fugindo dos pernilongos na quadra de treino.

Eu vi um cara subir num carro para ver o Federer e a Azarenka chegando.

Eu vi a Azarenka dizer para mim que estava solteira. Eu vi os jornalistas ficarem animadíssimos com isso.

Eu vi a Serena não querer gente tirando fotos do treino dela.

Eu vi o Rory McIlroy entrar mudo e sair calado.

Eu vi a Sharapova responder duas perguntas minhas a meio metro de mim.

Eu vi a Sharapova mandar bem na rede contra os fãs e jornalistas de sua clínica. Eu vi todos que fizeram a clínica com ela babando.

Eu vi o Tsonga criticar o ginásio do Ibirapuera.

Eu vi jornalistas tirando fotos e pedindo autógrafos para o Federer. Não tinha vontade de foto, mas não resisti ao autógrafo.


Eu vi muitas pessoas com quem eu conversava na internet e vieram a São Paulo só para o evento.

Eu vi o Federer tentar entender português, não conseguir e zoar o tradutor.

Eu vi as fotos dos meus amigos com os jogadores e fiquei muito feliz por eles.

Eu vi a Serena entender bastante coisa em português.

Eu vi Robert Federer sentar entre os jornalistas na coletiva do filho. No dia seguinte, ficar na área da imprensa na quadra, sem fazer questão nenhuma dos lugares VIPs.

Eu vi a Wozniacki imitar a Serena.

Eu vi Federer 'se esconder' no fundo da quadra.


Eu vi o Carteirito roubar a cena. Eu falei com o Carteirito.

Eu vi o Tommy Haas. Basta.

Eu vi um Thomaz Bellucci mais solto.

Eu vi o Marcelo Melo e o Bruno Soares sendo simpáticos. Como sempre.

Eu vi os irmãos Bryan estendendo a mão para mim.

Eu vi que o Bruno Senna é muito magro. Eu achava que pilotos eram todos fortões. Eu não entendo muito de automobilismo.

Eu vi o ginásio mais tradicional da minha cidade natal receber alguns dos meus ídolos.

Eu vi o Bellucci dançar. Ou melhor, tentar.

Eu vi o Federer e o Haas jogando futebol na quadra com a camisa da seleção brasileira.

Eu percebi que eu tenho mais carinho por eles do que pela seleção brasileira.

Eu vi o ginásio vazio, a sala de imprensa vazia. E nem podemos dizer 'ano que vem tem mais'. Só teremos as memórias.


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